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Psicóloga Fernanda Pessoa Ferro

Terapia comunitária integrativa: o que é, como funciona e onde encontrar

A terapia comunitária integrativa (TCI) é uma roda de conversa aberta à comunidade, criada no fim dos anos 1980 por Adalberto Barreto, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, no Pirambu, em Fortaleza. Desde 2017 faz parte da política de práticas integrativas do SUS. Um terapeuta comunitário formado conduz a roda, e cada pessoa fala da própria experiência, sem conselhos nem julgamentos. Os estudos, quase todos qualitativos, relatam acolhimento e mais vínculos; faltam estudos comparativos sobre transtornos mentais.

Por Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga (CRP 01/30999) · revisado em setembro de 2026

Lado a lado

Terapia comunitária integrativa: o que é, como funciona e onde encontrar: comparação lado a lado
CritérioTerapia comunitária integrativaPsicoterapia
O que éTerapia comunitária integrativa: Prática coletiva em roda, aberta à comunidade, pra construir redes de apoio e mobilizar os recursos de cada pessoa, família e comunidade, segundo o Ministério da Saúde.Psicoterapia: Tratamento do sofrimento psíquico, em geral individual, com a mesma profissional ao longo de semanas ou meses.
OrigemTerapia comunitária integrativa: Criada no fim dos anos 1980 por Adalberto Barreto, pelo Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da UFC, na comunidade do Pirambu, em Fortaleza.Psicoterapia: Várias abordagens desenvolvidas ao longo do século 20, como a psicanálise, a Abordagem Centrada na Pessoa e a terapia cognitivo-comportamental.
Quem conduzTerapia comunitária integrativa: Terapeuta comunitário com formação presencial de no mínimo 240 horas em polo reconhecido pela ABRATECOM. Pode ser profissional de várias áreas, líder ou agente comunitário.Psicoterapia: No caso da psicóloga, graduação em Psicologia e registro no Conselho Regional de Psicologia, que você pode consultar.
Como é o encontroTerapia comunitária integrativa: Acolhimento, escolha de um tema por votação, perguntas pra entender o contexto, a pergunta ao grupo sobre quem já viveu algo parecido e o que fez, e um encerramento de reconhecimento.Psicoterapia: Conversa sobre a sua história e o que você está vivendo, com o foco inteiro em você e no seu ritmo.
Regras e sigiloTerapia comunitária integrativa: Ouvir em silêncio, falar de si usando o “eu”, não dar conselho nem julgar. A roda é aberta, então o que você conta é ouvido por todo o grupo.Psicoterapia: O sigilo é dever da psicóloga, previsto no Código de Ética da profissão.
DuraçãoTerapia comunitária integrativa: Encontros de 1 hora a 1 hora e meia, com frequência combinada entre o serviço e a comunidade e sem número mínimo de participantes.Psicoterapia: Sessões regulares com a mesma profissional, por semanas ou meses, conforme o que você está vivendo.
O que a pesquisa mostraTerapia comunitária integrativa: Estudos quase todos qualitativos relatam mais autoestima, vínculos e autonomia. Uma revisão sistemática de 2020 não achou estudo comparativo que avaliasse o efeito sobre transtornos mentais comuns.Psicoterapia: Numa meta-análise de 331 ensaios randomizados em depressão, as psicoterapias foram melhores do que cuidado usual e placebo.
Onde encontrarTerapia comunitária integrativa: No SUS, sobretudo na atenção básica e em CAPS, com acesso universal, e em espaços comunitários. Há rodas online e polos fora do Brasil.Psicoterapia: Em consultório particular, presencial ou online, e também em serviços do SUS.

O que é terapia comunitária integrativa?

O Ministério da Saúde define a terapia comunitária integrativa como uma prática terapêutica coletiva, em espaço aberto, que envolve os membros da comunidade na construção de redes sociais solidárias e na mobilização dos recursos e competências das pessoas, das famílias e das comunidades. Ela foi incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS pela Portaria nº 849, de 27 de março de 2017.

A TCI nasceu no fim dos anos 1980, na comunidade das Quatro Varas, no bairro do Pirambu, em Fortaleza, pelo trabalho de Adalberto Barreto no Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. A ideia era apoiar pessoas e famílias que viviam situações de vulnerabilidade, conflito e sofrimento emocional.

Segundo a nota técnica do Rio Grande do Sul, ela se apoia em cinco bases: o pensamento sistêmico, a teoria da comunicação, a antropologia cultural, a pedagogia de Paulo Freire e a ideia de resiliência. Uma frase de Barreto resume o espírito: a comunidade tem os problemas, e a comunidade tem as soluções.

Como funciona uma roda de terapia comunitária?

A roda começa com o acolhimento: boas-vindas, às vezes música ou uma dinâmica, e as regras. Depois, quem quiser conta o que está tirando o seu sossego, e o grupo vota num desses temas pra conversar naquele dia. A pessoa escolhida conta mais, e o grupo faz perguntas pra entender o contexto; pelo protocolo de Goiás, ela pode responder ou não.

Em seguida vem o mote, uma pergunta-chave que o terapeuta lança ao grupo, como quem já viveu algo parecido e o que fez pra superar. Cada um fala da própria experiência, e é daí que saem as estratégias. No encerramento, o grupo reconhece o esforço e a coragem de quem falou, e cada um pode dizer o que leva daquele encontro.

  • Ouvir o outro em silêncio
  • Falar da própria experiência, usando o “eu”
  • Não dar conselhos, não julgar, não fazer sermão
  • Pode trazer músicas, provérbios e ditos populares

Terapia comunitária integrativa é psicoterapia?

Pelas palavras do próprio criador, não. Numa entrevista à Agência Brasil em 2018, Adalberto Barreto disse que a TCI não é uma panaceia nem serve pra tudo, e que ela não é terapia de grupo nem substituto da terapia tradicional. Quando aparece uma patologia, o terapeuta comunitário deve orientar a pessoa a procurar um hospital, uma psicóloga ou o profissional apto a cuidar daquilo.

Um artigo publicado na revista do Conselho Federal de Psicologia, em 2011, explica o sentido da palavra terapia aqui: menos como tratamento e mais no sentido antigo de acolher, cuidar e servir. O mesmo artigo relata a TCI incluída na formação de estudantes de Psicologia como ferramenta de promoção e prevenção em saúde mental na atenção básica.

Na prática, a roda e a psicoterapia fazem coisas diferentes e podem andar juntas. A roda oferece pertencimento, escuta e a experiência de outras pessoas. A psicoterapia oferece um espaço só seu, com sigilo profissional, pra olhar a sua história com uma profissional ao longo do tempo.

O que a pesquisa mostra sobre a terapia comunitária integrativa?

Há bastante pesquisa brasileira, e a maior parte é qualitativa: entrevistas e relatos de quem participou. Uma revisão integrativa de 2020 reuniu 17 estudos e descreve temas frequentes nas rodas, como conflitos familiares, perdas, problemas de saúde e violência, e benefícios relatados, como autonomia, empoderamento, resiliência e autocuidado. Outra revisão do mesmo ano reuniu 15 artigos publicados entre 2008 e 2018 e descreve impacto na saúde mental e social.

Quando a pergunta é se a TCI trata transtornos mentais, a resposta ainda está em aberto. Uma revisão sistemática de 2020 buscou estudos sobre a TCI em transtornos mentais comuns, como ansiedade e depressão, na atenção primária. Dos 14 estudos analisados, nenhum acompanhou os participantes ao longo do tempo comparando a TCI com outra intervenção, e os autores concluíram que não há evidência para confirmar nem para negar a efetividade dela nesses casos.

Um estudo de 2023 no Equador comparou 49 mulheres sobreviventes de violência doméstica que participaram de rodas com 38 que não participaram. O grupo da roda melhorou mais em saúde geral, autoestima e apoio social. Os próprios autores apontam os limites: os grupos não foram sorteados e já eram diferentes no começo.

Onde encontrar uma roda de terapia comunitária?

No Brasil, o caminho mais direto é perguntar na unidade básica de saúde ou no CAPS da sua região. A nota técnica do Rio Grande do Sul orienta que a TCI entre na rede sobretudo pela atenção básica, com acesso universal, e as rodas também podem acontecer em praças, escolas, salões e centros comunitários.

A ABRATECOM, associação que reconhece os polos formadores, informa ter credenciado mais de 50 polos nas cinco regiões do Brasil e em países da América do Sul e Central, e diz que a TCI está presente em 40 países. Durante a pandemia, as rodas online se espalharam: num levantamento com 43 centros na América Latina, a maioria passou a oferecer rodas pela internet.

Se você mora fora do Brasil e sente falta de uma comunidade pra conversar, vale procurar os polos e perguntar se há rodas online em português.

Quando cada um costuma fazer mais sentido

Terapia comunitária integrativa
Faz sentido quando você quer companhia pra atravessar um momento difícil, se sente isolada ou quer ouvir como outras pessoas lidaram com algo parecido. É gratuita no SUS e fortalece laços com quem está perto. Ela não foi desenhada pra tratar um transtorno, e o próprio criador orienta encaminhar esses casos.
Psicoterapia
Faz mais sentido quando o que você sente está atrapalhando o sono, o trabalho ou as relações, quando algo se repete e você quer entender por quê, ou quando há coisas que você não quer contar num grupo. Se aparecem pensamentos de se machucar ou crises fortes, procure ajuda profissional logo. Quando um remédio parece necessário, essa decisão é com médico psiquiatra.

Se você está em sofrimento agora, com vontade de sumir ou de se machucar, não espere uma sessão nem converse só com um aplicativo. No Brasil, o CVV atende de graça pelo 188, 24 horas. Se você mora fora, aqui estão os canais do seu país.

Perguntas frequentes

Terapia comunitária integrativa é de graça?

No SUS, sim: ela faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares desde 2017, e a orientação do Rio Grande do Sul é de acesso universal. Muitas rodas em espaços comunitários também são abertas, e num levantamento latino-americano a maioria dos terapeutas trabalhava como voluntária.

Quem pode ser terapeuta comunitário?

Pela nota técnica do Rio Grande do Sul, profissionais de várias áreas, líderes e agentes comunitários, maiores de 18 anos, com formação presencial de no mínimo 240 horas em polo reconhecido pela ABRATECOM, incluindo teoria, vivências, intervisão e condução de rodas.

Terapia comunitária funciona pra ansiedade e depressão?

Ainda não se sabe. Uma revisão sistemática de 2020 não encontrou estudo que comparasse a TCI com outra intervenção em transtornos mentais comuns e concluiu que não há evidência pra confirmar nem pra negar o efeito. Os estudos qualitativos relatam mais autoestima e vínculos, o que tem valor, mas não mede tratamento.

Posso ir numa roda e fazer terapia individual ao mesmo tempo?

Pode. O criador da TCI diz que ela não substitui a terapia tradicional, e nada nas fontes que li impede as duas coisas juntas. Se você faz terapia, vale contar à sua psicóloga o que tem aparecido na roda.

Preciso falar na roda?

A fala é um convite. O terapeuta pergunta quem gostaria de começar, o grupo vota um tema, e pelo protocolo de Goiás a pessoa escolhida pode responder ou não às perguntas. Uma das regras é justamente ouvir o outro em silêncio.

Tem roda de terapia comunitária online?

Tem. Durante a pandemia, a maioria dos 43 centros latino-americanos ouvidos numa pesquisa passou a oferecer rodas online, e a ABRATECOM divulga a TCI on-line. Pra achar uma, o caminho é procurar os polos formadores reconhecidos pela associação.

A terapia comunitária é reconhecida pelo SUS?

Sim. A Portaria nº 849, de 27 de março de 2017, do Ministério da Saúde, incluiu a terapia comunitária integrativa na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, junto com práticas como arteterapia, meditação e yoga.

O que eu conto na roda fica em segredo?

A roda é aberta à comunidade e o que você conta é ouvido por todo o grupo. As regras pedem respeito e nenhum julgamento, mas o sigilo profissional, como o da psicóloga, vale pra uma relação individual. Se o assunto é algo que você não quer dividir com outras pessoas, um espaço individual pode ser mais adequado.

De onde vem cada afirmação

  1. Ministério da Saúde (2017). Portaria nº 849, de 27 de março de 2017: inclui a terapia comunitária integrativa e outras práticas na PNPIC. Ministério da Saúde, página de legislação da PNPIC (gov.br). Registra a inclusão da terapia comunitária integrativa, com arteterapia, meditação, yoga e outras, na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS.
  2. Ministério da Saúde (2022). Terapia Comunitária Integrativa. Ministério da Saúde, Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (atualizado em 07/11/2022). Define a TCI como prática terapêutica coletiva, em espaço aberto, voltada à construção de redes sociais solidárias.
  3. Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (2020). Nota Técnica 02/2020: Terapia Comunitária Integrativa na Rede de Atenção à Saúde. Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares, Departamento de Ações em Saúde. Origem no Pirambu, cinco bases teóricas, etapas da roda, duração, formação mínima de 240 horas e acesso universal na atenção básica.
  4. Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (2024). Protocolo de Terapia Comunitária Integrativa (PROT-TEC-AMB 13). Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (elaborado em 12/2022, revisado em 03/2024). Regras da roda (silêncio, falar em primeira pessoa, sem conselho nem julgamento), mote e liberdade de a pessoa escolhida não responder às perguntas.
  5. Rodrigues, A. (2018). Terapia criada no CE prioriza vínculo comunitário e vivência pessoal. Agência Brasil, 04/12/2018. Entrevista em que Adalberto Barreto diz que a TCI não é panaceia, não é terapia de grupo nem substitui a terapia tradicional, e que casos de patologia devem ser encaminhados.
  6. Scholze, A. S., Schwarz, T. O. & Reis, M. L. A. (2020). Terapia comunitária integrativa na abordagem de transtornos mentais comuns na atenção primária à saúde: uma revisão sistemática. Revista de APS, 23(2), 436-453. Dos 14 estudos analisados, quase todos qualitativos, nenhum comparou a TCI com outra intervenção ao longo do tempo; não há evidência para confirmar nem negar a efetividade em transtornos mentais comuns.
  7. Lemes, A. G., Nascimento, V. F., Rocha, E. M., Silva, L. S., Almeida, M. A. S. O., Volpato, R. J. & Luis, M. A. V. (2020). A terapia comunitária integrativa no cuidado em saúde mental: revisão integrativa. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, 33. Revisão integrativa com 17 estudos: temas frequentes nas rodas e benefícios relatados, como autonomia, empoderamento, resiliência e autocuidado.
  8. Igeski, T. P. Z., Silva, L. P., Silva, D. B. & Silva, M. Z. (2020). Análise da efetividade da Terapia Comunitária Integrativa na saúde biopsicossocial de diferentes populações: uma revisão integrativa. Temas em Educação e Saúde, 16(esp. 1), 271-285. Revisão integrativa de 15 artigos publicados entre 2008 e 2018 que descreve impacto da TCI na saúde mental e social.
  9. Sabina, C., Perez-Figueroa, D., Reyes, L., Campaña Medina, E., Pereira de Souza, E., Markovits, L., Oña Jacho, A. C. & Rojas Bohorquez, G. K. (2023). Evaluation of Integrative Community Therapy with domestic violence survivors in Quito, Ecuador. International Journal of Environmental Research and Public Health, 20(8), 5492. Comparação não randomizada com 87 mulheres: mais melhora em saúde geral, autoestima e apoio social no grupo da roda, com grupos diferentes já no início.
  10. Colatusso, F. D., Uhry, J. F., Barreto, A. P., Reis, M. L. A., Carvalho, M. L., Giolo, S. R., Silva, M. Z. & Pecharki, G. D. (2023). Online Integrative Community Therapy in Latin America: health promotion in times of COVID-19. Health Education & Behavior, 51(1), 32-42. Levantamento com 43 centros e 66 terapeutas: a maioria dos centros ofereceu rodas online na pandemia, e a maioria dos terapeutas trabalhava como voluntária.
  11. Fuentes-Rojas, M. (2011). Psicologia e saúde: a terapia comunitária como instrumento de sensibilização para o trabalho com comunidades na formação do psicólogo. Psicologia: Ciência e Profissão, 31(2), 420-439. Relato da TCI no curso de Psicologia como ferramenta de promoção e prevenção, e o sentido de terapia como acolher e cuidar, mais do que tratar.
  12. Associação Brasileira de Terapia Comunitária Integrativa (ABRATECOM) (2026). Sobre a Abratecom. ABRATECOM (página consultada em 23/09/2026). Associação fundada em 2004, que credencia os polos formadores; informa mais de 50 polos no Brasil e em países da América do Sul e Central e presença da TCI em 40 países.
  13. Cuijpers, P., Quero, S., Noma, H., Ciharova, M., Miguel, C., Karyotaki, E., Cipriani, A., Cristea, I. A. & Furukawa, T. A. (2021). Psychotherapies for depression: a network meta-analysis covering efficacy, acceptability and long-term outcomes of all main treatment types. World Psychiatry, 20(2), 283-293. Meta-análise de 331 ensaios randomizados: as psicoterapias foram melhores do que cuidado usual e placebo na depressão.
  14. Conselho Federal de Psicologia (2005). Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 10/2005). Conselho Federal de Psicologia. Artigo 9º: dever de sigilo profissional da psicóloga.

Conteúdo informativo, não substitui avaliação individual · Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga clínica, CRP 01/30999.

Fernanda Pessoa Ferro - Psicóloga Clínica

Fernanda, em Brasília

Fernanda Pessoa Ferro

Psicóloga Clínica · CRP 01/30999


Oi, eu me chamo Fernanda, sou psicóloga clínica. Pra mim o cuidado começa pela escuta. Cada pessoa chega à terapia com uma história que é só dela, e o que eu ofereço é um espaço seguro, onde você pode falar de você sem medo de ser julgada.

Fora da formação, sou apaixonada por cinema, e isso acaba entrando no meu jeito de olhar. A fotografia veio daí: hoje faz parte da minha vida como hobby e, de vez em quando, como segundo trabalho. Também carrego o sonho de morar num lugar tranquilo, com mata em volta e muitos animais por perto: bicho é outra coisa que me encanta no mundo.

Trabalho de um jeito congruente e empático, respeitando o tempo que cada processo pede. Não uso respostas prontas nem fórmulas: o caminho a gente constrói junto, a partir do que você viveu.

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