A primeira conversa
A gente conversa sobre o que te trouxe à terapia e você tira suas dúvidas sobre o atendimento.
Fernanda Pessoa Ferro CRP 01/30999
Terapia online para quem quer ser ouvida.
Terapia online para brasileiras e brasileiros no Brasil e no exterior.
Você não precisa se reconhecer em tudo isso pra procurar terapia. Às vezes, só o sentimento de que algo não está bem já é motivo suficiente.
Se cobra tanto que quase nunca se sente suficiente
Tem dificuldade de dizer o que sente nas relações
Está cansada de aguentar tudo sozinha
Sente que se afastou de si em algum momento
Fernanda Pessoa Ferro · Psicóloga Clínica · CRP 01/30999
Atendo em português, online e em Brasília. Trabalho com psicoterapia e avaliação neuropsicológica.
Minha prática segue a Abordagem Centrada na Pessoa. Fora do consultório, o cinema, a fotografia, a natureza e os animais fazem parte de quem eu sou.

A gente conversa sobre o que te trouxe à terapia e você tira suas dúvidas sobre o atendimento.
Sessões de 50 minutos por videochamada, geralmente uma vez por semana.
A frequência e os assuntos são combinados ao longo dos encontros, conforme suas necessidades.
Às vezes é difícil dar nome. Escolha um assunto e comece por um questionário de autoconhecimento.
Explorar todos os testesSem custo. Os resultados convidam à reflexão e não são um diagnóstico.
Minha atuação é baseada na Abordagem Centrada na Pessoa, que valoriza a escuta empática, a congruência e a aceitação incondicional.
Acredito que ninguém precisa ser consertado. O sofrimento faz sentido: ele é uma resposta possível ao que você viveu.
A terapia abre espaço pra você se entender melhor, cuidar do que sente com mais autonomia e voltar a se reconhecer. Sempre no seu ritmo.
Em dúvida entre abordagens? Comparei as principais lado a lado, e também ACP ou TCC.
Terapia individual
50 minutos · online · sigilo profissional
Sessão semanal
R$ 180
Uma sessão por semana, em horário fixo.
Pagamento: Pix no Brasil · Euros e outras moedas via Wise · Zelle nos EUA (US$ 45 por sessão).
Ver todos os detalhes →Ensaios sobre o que você sente, para ler no seu tempo.
Quando você se anula pra ser amada, a dor vem calada. A terapia oferece escuta sem julgamento: um espaço pra você se reconhecer, sem pressa e sem promessa de cura.
Um estudo com 137 clientes revelou que mulheres com alta ansiedade de apego experimentam mais angústia na semana seguinte quando concordam com metas na terapia. O motivo merece atenção. A pesquisa identificou um padrão contraintuitivo: o ato de estabelecer objetivos terapêuticos, esperado como benéfico, produziu efeito oposto em parcela específica da amostra. Mulheres que pontuaram alto em ansiedade de apego relataram aumento de sofrimento psicológico após sessões em que houve consenso sobre metas de tratamento. A ansiedade de apego se caracteriza por preocupação intensa com abandono e necessidade de validação constante. Pessoas com esse perfil temem rejeição e monitoram de forma hipervigilante sinais de distanciamento nos relacionamentos. A hipótese dos pesquisadores sugere que a definição de metas ativa esse sistema de alarme interno. Quando a terapeuta propõe objetivos concretos, a cliente com alta ansiedade de apego pode interpretar a estrutura como evidência de que precisa mudar para manter o vínculo. A mensagem implícita seria: você não está suficientemente boa como está. Esse gatilho reativa feridas antigas de rejeição e intensifica o medo de ser abandonada se não corresponder às expectativas. O estudo mediu sintomas na semana subsequente às sessões. O grupo com alta ansiedade de apego apresentou escalada em indicadores de angústia, tristeza e ruminação. O efeito não apareceu em clientes com estilos de apego seguro ou evitativo, nem em homens da amostra (embora o número reduzido de participantes masculinos limite conclusões sobre diferenças de gênero). Os achados sugerem que a abordagem colaborativa padrão, centrada em metas, precisa de adaptação. Para essa população, o foco inicial deveria recair sobre o fortalecimento do vínculo terapêutico antes da formalização de objetivos. A sensação de aceitação incondicional pode funcionar como pré-requisito para o trabalho com metas estruturadas. Profissionais podem considerar ritmo mais lento na fase de planejamento, verificar com frequência como a cliente recebe as propostas de mudança e nomear explicitamente que o vínculo não depende de progresso mensurável. A segurança relacional precede a capacidade de tolerar desafios terapêuticos. A amostra de 137 participantes oferece indícios relevantes, mas estudos maiores com grupos diversos devem confirmar e expandir os resultados. A compreensão de como diferentes perfis de apego respondem a intervenções específicas pode refinar protocolos e reduzir iatrogenias inadvertidas.
Quando alguém concorda com você, você sente alívio ou angústia? Um estudo mostra que, para quem tem ansiedade de apego, o acordo sobre metas pode gerar desconforto em vez de segurança. Entenda o que isso revela. A concordância costuma ser interpretada como sinal de harmonia. Mas para pessoas com ansiedade de apego, esse cenário pode funcionar ao contrário: o acordo sobre objetivos comuns não traz conforto. Produz tensão. A pesquisa identificou um padrão contraintuitivo. Indivíduos com altos níveis de ansiedade de apego relataram maior desconforto justamente quando parceiros alinhavam suas metas às deles. O esperado seria que a convergência trouxesse segurança. O que acontece é o oposto. A explicação passa pela lógica interna desse tipo de ansiedade. Quem convive com ela opera sob a crença de que é difícil ser amado, que o abandono é iminente. O acordo, nesse contexto, não é lido como validação. É lido como armadilha. Se o outro concorda agora, pode discordar depois. Se está próximo hoje, pode partir amanhã. A concordância amplifica o medo da perda futura, não o dissolve. Há também o componente da autoimagem. Pessoas com ansiedade de apego tendem a duvidar do próprio valor. Quando alguém concorda com elas, a dúvida se estende: "por que essa pessoa está concordando comigo? Será que é sincero? Será que vai durar?" O alinhamento se torna fonte de vigilância, não de tranquilidade. O estudo sugere que o desconforto não vem da divergência, mas da possibilidade de que a convergência seja temporária. A ansiedade se alimenta da incerteza sobre a estabilidade do vínculo. O acordo, paradoxalmente, torna essa incerteza mais visível. Esse achado tem implicações práticas. Em relações onde uma das partes apresenta ansiedade de apego, a busca por consenso total pode gerar o efeito inverso ao desejado. A insistência em estar sempre alinhado pode aumentar a pressão interna, não reduzi-la. A intervenção terapêutica, nesses casos, não passa por forçar o acordo. Passa por trabalhar a tolerância à incerteza e a crença na própria dignidade de ser escolhido. O objetivo não é eliminar o desacordo, mas reduzir a carga emocional que o acordo carrega. O estudo também ressalta que a ansiedade de apego não é binária. Ela existe em graus. A intensidade do desconforto varia conforme o nível de ansiedade e o contexto da relação. Mas o padrão se repete: quanto maior a ansiedade, maior a chance de que o acordo funcione como gatilho, não como alívio. Compreender esse mecanismo ajuda a evitar interpretações equivocadas. O desconforto diante da concordância não é sinal de rejeição ao parceiro. É sinal de um sistema de apego que aprendeu a desconfiar da proximidade. A pessoa quer estar próxima, mas teme o custo emocional de perder o que se aproxima. O caminho, portanto, não é aumentar o acordo. É aumentar a segurança interna, a capacidade de tolerar tanto a proximidade quanto a diferença sem que isso dispare o alarme do abandono. O acordo deixa de ser ameaça quando a presença do outro deixa de ser questionada a cada movimento.
Terapia online em português.