Saúde mental de brasileiras que moram fora: estatísticas 2026.
56 dados com fonte, link e ano: a minha pesquisa com brasileiras que vivem fora, o Itamaraty, a OMS e estudos sobre migração e saúde mental.
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O que pesa, na pesquisa com brasileiras que moram fora
Números da minha pesquisa em andamento. Amostra autosselecionada: descreve quem respondeu, e não todas as brasileiras fora do Brasil. Cada dado traz o próprio N.
Método, todos os itens e o recorte por país em resultados da pesquisa. Se você mora fora, pode responder também.
17
brasileiras que moram fora responderam a pesquisa até agora
Mulheres brasileiras vivendo fora do Brasil que responderam pelo menos um dos dez itens de peso, em questionário online autoaplicado. 13 chegaram ao fim.
9 de 15
disseram que pesa muito: saudade da família e de quem ficou
Item 1º entre os dez, pela média (4 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 60% de quem respondeu o item.
8 de 16
disseram que pesa muito: ser tratada como menos capaz, por ser estrangeira ou por ser mulher
Item 2º entre os dez, pela média (3,1 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 50% de quem respondeu o item.
4 de 16
disseram que pesa muito: não se sentir de lá, nem mais totalmente daqui
Item 3º entre os dez, pela média (2,9 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 25% de quem respondeu o item.
4 de 12
disseram que pesa muito: continuar sendo vista como a de fora, por mais anos que passem
Item 4º entre os dez, pela média (2,8 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 33,3% de quem respondeu o item.
5 de 15
disseram que pesa muito: trabalhar abaixo do que você é ou do que já foi
Item 5º entre os dez, pela média (2,7 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 33,3% de quem respondeu o item.
5 de 17
disseram que pesa muito: sentir que você não é mais a mesma pessoa
Item 6º entre os dez, pela média (2,6 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 29,4% de quem respondeu o item.
3 de 17
disseram que pesa muito: culpa por ter ido embora
Item 7º entre os dez, pela média (2,6 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 17,6% de quem respondeu o item.
3 de 16
disseram que pesa muito: solidão, ou falta de gente com quem contar
Item 8º entre os dez, pela média (2,5 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 18,8% de quem respondeu o item.
3 de 16
disseram que pesa muito: o cansaço de viver o dia inteiro em outra língua
Item 9º entre os dez, pela média (2,4 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 18,8% de quem respondeu o item.
3 de 16
disseram que pesa muito: depender do seu companheiro pra visto, dinheiro ou documento
Item 10º entre os dez, pela média (1,6 de 5). "Pesa muito" é quem marcou 4 ou 5 na escala de 1 (não pesa) a 5 (pesa muito); 18,8% de quem respondeu o item.
Rede de apoio e o que dificulta pedir ajuda
Da mesma pesquisa: com quem contar num dia ruim e o que atrapalhou procurar terapia.
3 de 15
disseram que, num dia ruim, não ligariam pra ninguém onde moram
Resposta "nenhuma" à pergunta de quantas pessoas ligariam num dia ruim, no país onde vivem (20% de quem respondeu).
9 de 15
nunca procuraram terapia desde que mudaram, ou procuraram e não conseguiram começar
Soma de quem respondeu "nunca procurei" e "procurei e não consegui começar" (60% de quem respondeu).
9 de 22
marcaram como algo que dificultou procurar ajuda: falta de tempo
Pergunta de múltipla escolha sobre o que dificultou procurar ajuda, sobre as 22 que responderam; cada uma podia marcar mais de uma opção.
8 de 22
marcaram como algo que dificultou procurar ajuda: achei que o meu caso não era pra tanto
Pergunta de múltipla escolha sobre o que dificultou procurar ajuda, sobre as 22 que responderam; cada uma podia marcar mais de uma opção.
7 de 22
marcaram como algo que dificultou procurar ajuda: horário e fuso
Pergunta de múltipla escolha sobre o que dificultou procurar ajuda, sobre as 22 que responderam; cada uma podia marcar mais de uma opção.
6 de 22
marcaram como algo que dificultou procurar ajuda: não achei quem entendesse o contexto de morar fora
Pergunta de múltipla escolha sobre o que dificultou procurar ajuda, sobre as 22 que responderam; cada uma podia marcar mais de uma opção.
5 de 22
marcaram como algo que dificultou procurar ajuda: o preço
Pergunta de múltipla escolha sobre o que dificultou procurar ajuda, sobre as 22 que responderam; cada uma podia marcar mais de uma opção.
4 de 22
marcaram como algo que dificultou procurar ajuda: falar de coisa difícil em outra língua
Pergunta de múltipla escolha sobre o que dificultou procurar ajuda, sobre as 22 que responderam; cada uma podia marcar mais de uma opção.
2 de 22
marcaram como algo que dificultou procurar ajuda: vergonha de admitir que não estou bem
Pergunta de múltipla escolha sobre o que dificultou procurar ajuda, sobre as 22 que responderam; cada uma podia marcar mais de uma opção.
1 de 22
marcaram como algo que dificultou procurar ajuda: fila ou demora no sistema de saúde daqui
Pergunta de múltipla escolha sobre o que dificultou procurar ajuda, sobre as 22 que responderam; cada uma podia marcar mais de uma opção.
Quantas somos fora do Brasil
Quantos brasileiros vivem no exterior e quantas mulheres há entre quem migra.
Quantos brasileiros vivem em cada país e cidade, e quem atende em português em cada fuso: brasileiros no exterior em números, no Psi Por Aí, o diretório que eu fundei.
4.996.951
brasileiros viviam no exterior em 2023, segundo a estimativa do Itamaraty
Estimativa da rede consular do Ministério das Relações Exteriores, somando todas as regiões do mundo. A divisão por país está no Psi Por Aí.
48%
dos migrantes internacionais do mundo eram mulheres ou meninas em 2024
Estimativa da ONU para todas as pessoas que vivem fora do país onde nasceram. Na Europa, na América do Norte e na América Latina, mulheres e meninas são cerca de metade de quem migra.
52,1%
dos imigrantes internacionais que vivem em Portugal são mulheres ou meninas
Estimativa da ONU para 2024, considerando todas as nacionalidades que vivem em Portugal, não só brasileiras.
51,1%
dos imigrantes internacionais que vivem nos Estados Unidos são mulheres ou meninas
Estimativa da ONU para 2024, considerando todas as nacionalidades que vivem nos Estados Unidos, não só brasileiras.
51,4%
dos imigrantes internacionais que vivem na Europa e na América do Norte são mulheres ou meninas
Estimativa da ONU para 2024, somando os países da Europa e da América do Norte e todas as nacionalidades. É a região que recebe a maior parte de quem sai do Brasil.
Saúde mental de mulheres
O retrato geral, no mundo e no Brasil, antes de qualquer mudança de país.
5,2%
dos adultos no mundo vivem com depressão
Estimativa da OMS para 2023. Somando todas as idades, são cerca de 322 milhões de pessoas.
6,2%
das mulheres adultas vivem com depressão, contra 4,1% dos homens adultos
Estimativa da OMS para 2023, para a população adulta do mundo inteiro.
1,5 vez
é quanto a depressão é mais comum entre mulheres do que entre homens
Comparação da OMS entre mulheres e homens no mundo. A diferença aparece em todas as regiões e tem a ver com fatores biológicos, sociais e de violência de gênero.
470 milhões
de pessoas viviam com algum transtorno de ansiedade em 2023
É o transtorno mental mais comum do mundo, segundo a OMS, e atinge 5,8% da população. A OMS informa que meninas e mulheres têm mais chance de viver com ansiedade do que meninos e homens.
1 em cada 4
pessoas que precisam de tratamento para ansiedade recebe algum tratamento
A OMS calcula 27,6% de pessoas tratadas entre as que têm transtorno de ansiedade, embora existam tratamentos eficazes.
1 em cada 7
pessoas no mundo vive com algum transtorno mental
Estimativa da OMS que soma ansiedade, depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtornos alimentares e outros. Só um terço das pessoas com depressão recebe cuidado formal em saúde mental.
9,3%
da população brasileira vivia com transtorno de ansiedade, segundo a OMS
Estimativa de 2015 publicada no relatório da OMS de 2017: 18.657.943 pessoas no Brasil, uma das maiores proporções entre os países da tabela.
5,8%
da população brasileira vivia com depressão, segundo a OMS
Estimativa de 2015 publicada no relatório da OMS de 2017: 11.548.577 pessoas no Brasil.
7,7%
das mulheres nas Américas viviam com transtorno de ansiedade, contra 3,6% dos homens
Estimativa da OMS para a Região das Américas, que inclui o Brasil, publicada em 2017. No mundo, a ansiedade aparecia em 4,6% das mulheres e 2,6% dos homens.
Migração e saúde mental
Estudos sobre o que a mudança de país faz com a saúde emocional, com foco em mulheres.
5% a 44%
é a faixa de prevalência de depressão encontrada em migrantes de primeira geração
Revisão de revisões sistemáticas. Na população geral, as mesmas revisões apontavam de 8% a 12%. A variação grande depende do país de origem, do país de destino e de como cada estudo mediu.
35,0%
das brasileiras entrevistadas em Massachusetts (EUA) tinham sintomas de depressão
Amostra de conveniência de imigrantes brasileiros adultos, entrevistados no Consulado-Geral do Brasil em Boston e em eventos religiosos, com a escala CES-D. Entre os homens, a proporção foi praticamente a mesma.
3,4
foi a razão de chances de diagnóstico de depressão de mulheres imigrantes em relação a homens imigrantes na atenção primária de Aragão (Espanha)
Estudo com registros de 11.088 pacientes com depressão. Entre os nativos, essa diferença entre mulheres e homens foi menor (2,7): a distância entre os gêneros cresce entre quem migrou.
1,27
foi a razão de chances de compra de medicamentos psicotrópicos de mulheres refugiadas em relação a imigrantes não refugiadas na Suécia
Estudo de registro com 43.168 pessoas de seis países de baixa renda. Entre os homens, ser refugiado não mudou esse risco; entre as mulheres, mudou.
293
estudos reunidos numa meta-análise ligam a experiência de racismo a pior saúde mental
A associação apareceu para depressão, ansiedade e estresse psicológico e foi mais forte entre latino-americanos e asiáticos nos Estados Unidos. Idade, sexo e país de nascimento não mudaram o efeito.
Solidão e rede de apoio
Conexão social, solidão e o que elas fazem com a saúde.
1 em cada 6
pessoas no mundo é afetada pela solidão
Conclusão da Comissão da OMS sobre Conexão Social. A OMS cita refugiados e migrantes entre os grupos que encontram barreiras extras para criar laços.
871.000
mortes por ano estão ligadas à solidão, segundo a OMS
Estimativa da Comissão da OMS sobre Conexão Social: cerca de 100 mortes por hora.
24%
das pessoas em países de baixa renda disseram se sentir sozinhas
Nos países de alta renda, a proporção foi de cerca de 11%, menos da metade, segundo a Comissão da OMS sobre Conexão Social.
50%
a mais de chance de sobrevivência para quem tem relações sociais mais fortes
Meta-análise de 148 estudos com 308.849 participantes acompanhados ao longo do tempo. O resultado se manteve em diferentes idades, entre mulheres e homens e com diferentes estados de saúde no início.
Maternidade longe de casa
Gestação e pós-parto, no geral e entre mulheres migrantes.
13%
das mulheres que acabaram de dar à luz vivem um transtorno mental, principalmente depressão
Estimativa mundial da OMS. Na gestação, a proporção é de cerca de 10%.
17,22%
das mulheres no pós-parto têm depressão, na média mundial
Meta-análise de 565 estudos de 80 países ou regiões. Os autores resumem como uma em cada cinco mulheres.
20,51%
das mulheres no pós-parto no Brasil têm depressão, segundo a mesma meta-análise mundial
Média de 31 estudos brasileiros reunidos na meta-análise mundial de depressão pós-parto.
24,2%
das mulheres migrantes na gestação ou no pós-parto têm depressão
Meta-análise de 135 estudos com 621.995 participantes no mundo. Os autores resumem como uma em cada quatro.
13,7%
das migrantes econômicas, as que mudam de país por trabalho ou estudo, têm depressão na gestação ou no pós-parto
Entre as migrantes forçadas, como refugiadas, a proporção chega a 32,5%, segundo a mesma meta-análise.
19,6%
das mulheres migrantes têm transtorno de ansiedade na gestação ou no pós-parto
Os autores resumem como uma em cada cinco. A mesma meta-análise encontrou estresse pós-traumático perinatal em 8,9% das migrantes.
1,98
foi a razão de chances de sintomas de depressão pós-parto em migrantes, comparadas a não migrantes, nos estudos do Canadá
Revisão com meta-análise de 53 estudos. Pouco apoio social, baixa renda, não falar bem a língua do país e ser refugiada aumentaram o risco de transtornos no período perinatal.
Língua e acesso a terapia
A língua do atendimento, a terapia online e quem consegue chegar até o cuidado.
0,28
foi a razão de chances de quem não falava inglês receber o cuidado em saúde mental de que precisava, comparado a quem só falava inglês
Análise de 41.984 adultos da pesquisa de saúde da Califórnia (EUA), levando em conta outros fatores. Entre latinos, a diferença foi ainda maior.
93,1%
das brasileiras nos EUA escolheram responder uma pesquisa de saúde mental em português
Pesquisa online com 353 brasileiras que vivem nos EUA. A maioria (70,2%) se dizia fluente em inglês, mas preferiu a língua materna para falar de saúde mental.
32
ensaios clínicos comparando atendimento por vídeo ou telefone com o presencial não acharam diferença no resultado geral
Meta-análise com 3.592 participantes e 11 diagnósticos. Para depressão, o atendimento a distância teve resultado um pouco melhor; para transtorno alimentar, o presencial foi melhor.
1.268
pacientes com depressão em ensaios clínicos não mostraram diferença entre teleatendimento e atendimento presencial
Meta-análise de nove ensaios clínicos randomizados com atendimento por vídeo ou telefone em tempo real. A satisfação com o tratamento também foi parecida.
80,8%
das sessões foram feitas, em média, na terapia cognitivo-comportamental guiada pela internet para depressão
Na terapia presencial, a média foi de 83,9%, diferença sem significância estatística. Meta-análise de 24 estudos com adultos.
Perguntas sobre os dados.
- Quantos brasileiros moram fora do Brasil?
- O Itamaraty estimou 4.996.951 brasileiros vivendo no exterior em 2023. A distribuição por país e por cidade está na página de números do Psi Por Aí, o diretório de psicólogos brasileiros que eu fundei.
- De onde vêm os números da pesquisa própria?
- De um questionário online respondido por mulheres brasileiras que moram fora, divulgado nas redes e neste site. A amostra é autosselecionada e ainda pequena, por isso cada número traz o N. Método completo e todos os itens em fernandaferro.com/pesquisa/resultados.
- Posso citar estes dados?
- Pode. Cada dado tem um botão que copia o número, o contexto, a fonte original com link e o link deste dado nesta página. A tabela inteira também baixa em CSV.
- Com que frequência a página é atualizada?
- Todo mês: todos os links são reconferidos (o número precisa continuar aparecendo na página da fonte) e entram dados novos. Os números da pesquisa própria se atualizam uma vez por dia, conforme entram respostas.
Estes números descrevem grupos, não você. Se algum deles parece com o que você está vivendo, eu atendo brasileiras que moram fora, online e em português: como funciona a terapia online, o atendimento por país e quanto custa morando fora. Pra se olhar antes, o teste de quem mora fora leva três minutos. Em crise, no Brasil, o CVV atende pelo 188.
Oi, eu sou a Fernanda.
Fernanda Pessoa Ferro · Psicóloga Clínica · CRP 01/30999
Atendo em português, online e em Brasília. Trabalho com psicoterapia e avaliação neuropsicológica.
Minha prática segue a Abordagem Centrada na Pessoa. Fora do consultório, o cinema, a fotografia, a natureza e os animais fazem parte de quem eu sou.

Conversemos com calma.
Terapia online em português.