Constelação familiar funciona? O que a pesquisa e o CFP dizem
Constelação familiar é uma prática criada pelo alemão Bert Hellinger em que, em geral num grupo, outras pessoas representam membros da sua família pra encenar um conflito. A pesquisa é pouca: uma revisão de 2021 encontrou sinais de melhora na população geral, mas classificou a quantidade e a qualidade das evidências como baixas. Em 2023, os Conselhos de Psicologia concluíram que ela é, no momento, incompatível com o exercício da Psicologia. No SUS, ela aparece como prática integrativa, e não como psicoterapia.
Por Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga (CRP 01/30999) · revisado em setembro de 2026
Lado a lado
| Critério | Constelação familiar | Psicoterapia |
|---|---|---|
| Origem | Constelação familiar: Desenvolvida nos anos 1980 pelo alemão Bert Hellinger, segundo a portaria do Ministério da Saúde que a incluiu no SUS. | Psicoterapia: Várias abordagens desenvolvidas ao longo do século 20, como a psicanálise, a Abordagem Centrada na Pessoa e a terapia cognitivo-comportamental. |
| Como é uma sessão | Constelação familiar: Em geral em grupo, às vezes num encontro ou seminário só. A pessoa apresenta a questão, participantes representam membros da família e são posicionados no espaço, e quem conduz orienta a cena. Existem também sessões individuais e online. | Psicoterapia: Encontros regulares, na maioria individuais, ao longo de semanas ou meses, com a mesma profissional. O que aparece numa sessão é retomado nas seguintes. |
| Base teórica | Constelação familiar: As “ordens do amor” de Hellinger: leis de pertencimento, de hierarquia pela ordem de chegada e de equilíbrio entre dar e receber, que regeriam toda família. | Psicoterapia: Teorias sobre desenvolvimento, relações e sofrimento psíquico discutidas e testadas em pesquisa, com diferenças entre as abordagens. |
| Evidência científica | Constelação familiar: Pouca. Uma revisão de 2021 reuniu 12 estudos, com 568 participantes da população geral, e classificou a quantidade e a qualidade da evidência como baixas. | Psicoterapia: Ampla. Só pra depressão em adultos, uma meta-análise de 2021 reuniu 331 ensaios randomizados com mais de 34 mil pacientes e encontrou eficácia das principais abordagens. |
| Posição do Conselho Federal de Psicologia | Constelação familiar: Nota Técnica CFP nº 1/2023: a prática é, no momento, incompatível com o exercício da Psicologia. | Psicoterapia: É campo de atuação da psicóloga, orientado e fiscalizado pelo sistema de Conselhos de Psicologia. |
| Quem pode conduzir | Constelação familiar: Não há lei que regulamente a profissão de constelador. Um projeto com esse objetivo, o PL 4.887/2020, segue em tramitação na Câmara, sem aprovação. | Psicoterapia: Em geral psicóloga ou psiquiatra, com registro no conselho da própria profissão, que você pode consultar antes de começar. |
| Fiscalização ética | Constelação familiar: Não existe conselho de consteladores. Quando quem conduz tem outra profissão regulamentada, responde ao conselho dessa profissão. | Psicoterapia: Código de Ética Profissional do Psicólogo, com Conselhos Regionais que orientam, recebem denúncias e julgam infrações. |
| Sigilo | Constelação familiar: Segundo a nota técnica do CFP, sessões em grupo e individuais muitas vezes são transmitidas abertamente, inclusive online, o que é incompatível com o sigilo profissional. | Psicoterapia: Sigilo é dever ético da psicóloga, previsto no artigo 9º do Código de Ética. O que você conta fica entre você e ela. |
| No SUS | Constelação familiar: Incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares pela Portaria GM/MS nº 702, de 2018. | Psicoterapia: Faz parte do cuidado em saúde mental da rede pública, conduzida por profissionais de saúde. |
O que é constelação familiar?
A constelação familiar foi desenvolvida nos anos 1980 pelo alemão Bert Hellinger. A ideia de base é que existiria um inconsciente familiar atuando em cada membro de uma família, e que as relações seriam regidas por três leis que Hellinger chamou de “ordens do amor”: o pertencimento (ninguém da família pode ser excluído), a hierarquia pela ordem de chegada (quem veio antes tem precedência) e o equilíbrio entre dar e receber. Quando essas leis são rompidas, segundo a teoria, os problemas aparecem nas gerações seguintes.
Na prática, a sessão costuma acontecer em grupo. A pessoa conta a questão que a trouxe, escolhe participantes pra representar familiares, como o pai, a mãe ou um irmão, e os posiciona no espaço. Quem conduz observa a cena, pode mudar as posições e lê o que aparece à luz das ordens do amor. Às vezes o processo inteiro acontece num único encontro.
Um ponto que confunde muita gente: apesar do nome “constelação sistêmica”, ela é diferente da terapia familiar sistêmica. A nota técnica do Conselho Federal de Psicologia explica que a terapia sistêmica olha a família como um sistema em interação com o contexto, que pode mudar, enquanto a constelação parte de leis fixas que as famílias deveriam obedecer.
O que a pesquisa mostra sobre constelação familiar?
Existe pesquisa, e ela merece ser descrita com justiça. O estudo mais citado é um ensaio randomizado feito na Alemanha e publicado em 2013. Participaram 208 adultos da população geral, 79% mulheres, que queriam fazer um seminário de constelação de três dias. Metade fez o seminário logo, e a outra metade ficou numa lista de espera. Quem fez o seminário melhorou mais num questionário de funcionamento psicológico, duas semanas e quatro meses depois, e os autores não registraram efeitos adversos.
Esse resultado tem limites claros. Os participantes não eram pessoas em tratamento por um quadro clínico, e o grupo de comparação só esperava, sem receber nenhuma outra intervenção. Então o estudo mostra que, naquele grupo, fazer o seminário foi melhor do que esperar, e não diz como ele se compara a uma psicoterapia.
Em 2021, uma revisão sistemática juntou todos os estudos que encontrou: 12, com 568 participantes. Nove mostraram melhora depois da intervenção, e os autores viram sinais de benefício na população geral. Na mesma revisão, quatro estudos relataram efeitos negativos leves ou moderados em 5% a 8% dos participantes, e os autores classificaram a quantidade e a qualidade das evidências como baixas. Um ensaio randomizado publicado em 2024, num formato adaptado à pandemia, encontrou melhoras pequenas, que em boa parte sumiram em seis meses.
Com esse conjunto, o mais honesto é dizer que não há evidência científica suficiente pra afirmar que a constelação familiar trata sofrimento psíquico. Pra comparar a escala: só sobre psicoterapia pra depressão em adultos, uma meta-análise de 2021 reuniu 331 ensaios randomizados, com mais de 34 mil pacientes.
O que o Conselho Federal de Psicologia diz sobre constelação familiar?
Em março de 2023, o Conselho Federal de Psicologia publicou a Nota Técnica CFP nº 1/2023, feita por um grupo de trabalho com psicólogas do CFP e de Conselhos Regionais de todas as regiões do país. A nota orienta psicólogas sobre o uso da constelação, seja como prática principal, seja como complemento.
Ela faz uma ressalva importante: o sistema de conselhos não mantém uma lista de técnicas aprovadas. Quando fala em prática reconhecida, se refere ao reconhecimento que vem da ciência, produzido em pesquisa.
A conclusão é que a inconsistência científica e epistemológica da constelação e a sua dissonância com o Código de Ética levam os Conselhos Federal e Regionais a concluir que a prática é, no momento, incompatível com o exercício da Psicologia. Entre os motivos que a nota apresenta:
- Pressupostos da teoria entram em conflito com resoluções do CFP sobre orientação sexual, pessoas trans e violência de gênero, e com o Estatuto da Criança e do Adolescente.
- A sessão pode fazer emergir, de forma abrupta, sofrimento intenso ou desorganização psíquica, e a técnica não oferece o acompanhamento necessário depois.
- Em casos de violência, expor a vítima a esse procedimento pode levar à revitimização.
- Sessões muitas vezes são transmitidas abertamente, o que fere o sigilo profissional.
Por que a constelação familiar está no SUS?
Ela foi incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) pela Portaria GM/MS nº 702, de 21 de março de 2018, junto com outras práticas, como aromaterapia, cromoterapia, imposição de mãos e terapia de florais. A página do Ministério da Saúde ainda a lista entre as 29 práticas integrativas oferecidas no SUS.
A portaria justifica a inclusão pela recomendação da Organização Mundial da Saúde de incorporar medicinas tradicionais e complementares aos sistemas de saúde e pela presença dessas práticas nos serviços. O texto sobre constelação não cita estudo de eficácia, e afirma que ela pode ser indicada pra qualquer pessoa doente, de qualquer idade.
Entrar numa política pública de práticas integrativas foi uma decisão de gestão em saúde e não equivale a comprovação científica. A nota técnica do CFP pede uma leitura crítica dessa portaria justamente por isso, e em maio de 2023 o CFP se reuniu com o Ministério da Saúde pra discutir o tema.
Constelação familiar é usada na Justiça?
É. Em 2018, a agência de notícias do Conselho Nacional de Justiça contava que unidades da Justiça em pelo menos 16 estados e no Distrito Federal usavam a constelação, em processos de guarda, divórcio, inventário e também de violência doméstica.
Esse uso passou a ser contestado. O Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (FONAVID) tem um enunciado, o de número 67, segundo o qual a constelação não será usada em casos de violência doméstica e familiar contra mulheres. Na Câmara, o PL 2166/2024, que proíbe a constelação em todo o Judiciário, foi aprovado em dezembro de 2025 na comissão de família e aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça. Pra virar lei, ainda precisa passar pela Câmara e pelo Senado.
Constelação familiar é terapia?
Depende de quem responde. Pesquisadores de fora do Brasil a descrevem como uma intervenção breve em grupo. No SUS, ela é classificada como prática integrativa e complementar. Pro sistema de Conselhos de Psicologia, ela é incompatível com o exercício da Psicologia no momento.
O que ela não tem é o que define a psicoterapia como cuidado profissional: uma profissional regulamentada, com formação clínica, sigilo, código de ética fiscalizado e acompanhamento contínuo depois que uma dor vem à tona. Se você está sofrendo, esses pontos fazem diferença.
Quando cada um costuma fazer mais sentido
- Constelação familiar
- Muita gente procura a constelação querendo entender a própria história familiar, dar sentido a uma perda, a uma briga que se arrasta ou a um padrão que parece passar de geração em geração. Essa busca é legítima. Pelo que as fontes mostram, porém, não há base pra recomendá-la como tratamento de sofrimento psíquico, e o CFP aponta riscos, principalmente em situação de violência. Se mesmo assim você pensa em participar, vale perguntar se a sessão será gravada ou transmitida, lembrar que a profissão de constelador não é regulamentada e não interromper um tratamento em curso por causa dela.
- Psicoterapia
- Faz mais sentido quando você quer olhar pra sua história familiar, entender o que se repete e cuidar do sofrimento que isso traz, com uma profissional regulamentada, sigilo e acompanhamento contínuo. Nada precisa se resolver num encontro só, e o que vier à tona é retomado com calma nas sessões seguintes. Se você vive violência em casa, a prioridade é a sua segurança: o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, orienta sobre a rede de proteção, e a terapia pode caminhar junto.
Onde eu fico nessa comparação
Eu não pratico constelação familiar e não uso técnicas dela nos meus atendimentos. Como psicóloga, sigo a orientação da Nota Técnica CFP nº 1/2023, e o motivo que mais pesa pra mim é o cuidado: uma prática que mexe fundo numa dor familiar precisa de alguém preparado pra acompanhar o que vem depois, com sigilo e continuidade.
Escrevi esta página sem intenção de julgar quem já fez uma constelação ou pensa em fazer. Se você passou por uma e saiu com alívio, ou com mais perguntas do que respostas, as duas coisas cabem numa conversa comigo.
Eu trabalho com a Abordagem Centrada na Pessoa: escuto a sua história, inclusive a familiar, no seu ritmo, sem uma regra pronta sobre qual deveria ser o lugar de cada um na família. Atendo mulheres online, em português, no Brasil e em outros países, e presencialmente na Asa Sul, em Brasília.
Se você está em sofrimento agora, com vontade de sumir ou de se machucar, não espere uma sessão nem converse só com um aplicativo. No Brasil, o CVV atende de graça pelo 188, 24 horas. Se você mora fora, aqui estão os canais do seu país.
Perguntas frequentes
Constelação familiar funciona?
Não há evidência científica suficiente pra afirmar que funciona como tratamento. Os estudos são poucos e feitos quase sempre com pessoas da população geral. Uma revisão de 2021 encontrou sinais de melhora, mas classificou a quantidade e a qualidade das evidências como baixas, e um ensaio de 2024 encontrou melhoras pequenas que em boa parte sumiram em seis meses. Quem sentiu alívio depois de uma sessão pode ter vivido algo real, mas isso ainda não foi demonstrado de forma consistente.
Constelação familiar é reconhecida pelo CFP?
O sistema de conselhos não mantém uma lista de técnicas aprovadas, mas se posicionou sobre esta. Na Nota Técnica CFP nº 1/2023, os Conselhos Federal e Regionais de Psicologia concluíram que a constelação é, no momento, incompatível com o exercício da Psicologia, por inconsistência científica e por conflitos com o Código de Ética.
Psicólogo pode fazer constelação familiar?
A orientação do Conselho Federal de Psicologia é que não, porque a prática foi considerada incompatível com o exercício da profissão. O Código de Ética proíbe vincular o título de psicóloga a serviços com técnicas não regulamentadas ou reconhecidas pela profissão. Uma eventual infração ética é avaliada caso a caso pelo Conselho Regional.
Constelação familiar é terapia?
No SUS, ela é classificada como prática integrativa e complementar, e pesquisadores de fora do Brasil a descrevem como intervenção breve em grupo. Ela não tem o que define a psicoterapia como cuidado profissional: profissão regulamentada, sigilo, código de ética fiscalizado e acompanhamento contínuo. A profissão de constelador não é regulamentada por lei no Brasil.
Constelação familiar tem base científica?
A base teórica, as “ordens do amor” de Bert Hellinger, é descrita pelo Conselho Federal de Psicologia como tendo fundamentos epistemológicos frágeis e ainda sem os requisitos pra ser considerada uma ciência. Os estudos sobre os efeitos da prática existem, mas são poucos e de qualidade baixa, segundo a revisão sistemática mais recente que encontrei, de 2021.
Constelação familiar é perigosa?
Pode trazer riscos. A nota técnica do CFP aponta que a sessão pode desencadear ou agravar sofrimento intenso sem oferecer acompanhamento depois, e que, em casos de violência, pode levar à revitimização. Numa revisão de 2021, quatro estudos relataram efeitos negativos leves ou moderados em 5% a 8% dos participantes. Juízes que atuam com violência doméstica orientam, pelo enunciado 67 do FONAVID, que ela não seja usada nesses casos.
Se não tem comprovação, por que a constelação familiar está no SUS?
Ela entrou na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares pela Portaria GM/MS nº 702, de 2018. A portaria justifica a inclusão pela recomendação da OMS de incorporar medicinas tradicionais e complementares e pela presença dessas práticas nos serviços, sem citar estudos de eficácia da constelação. Estar numa política pública não equivale a comprovação científica, e o CFP pede uma leitura crítica dessa inclusão.
Qual a diferença entre constelação familiar e terapia familiar sistêmica?
Apesar do nome parecido, são coisas diferentes. A terapia familiar sistêmica olha a família como um sistema que interage com o contexto e pode mudar. A constelação parte de leis fixas que, segundo Hellinger, toda família deveria seguir. A diferença está explicada na nota técnica do Conselho Federal de Psicologia.
De onde vem cada afirmação
- Conselho Federal de Psicologia (2023). Nota Técnica CFP nº 1/2023: orienta psicólogas e psicólogos sobre a prática da Constelação Familiar, também denominada Constelações Familiares Sistêmicas. Conselho Federal de Psicologia (processo SEI nº 576600028.000008/2023-33, assinada em 01/03/2023). Conclui que a constelação é, no momento, incompatível com o exercício da Psicologia; descreve as ordens do amor, a diferença para a terapia sistêmica, os riscos de sofrimento sem acompanhamento, de revitimização e de quebra de sigilo, e esclarece que não há lista de técnicas reconhecidas.
- Conselho Federal de Psicologia (2023). CFP e Ministério da Saúde dialogam sobre nota técnica que trata da prática da Constelação Familiar por profissionais da Psicologia. Conselho Federal de Psicologia (notícia de 19/05/2023). Registra a reunião entre o CFP e o Ministério da Saúde sobre a nota técnica, em maio de 2023.
- Ministério da Saúde (2018). Portaria GM/MS nº 702, de 21 de março de 2018: altera a Portaria de Consolidação nº 2/GM/MS para incluir novas práticas na PNPIC. Diário Oficial da União nº 56, Seção 1, p. 74, 22/03/2018 (fac-símile). Inclui a constelação familiar na PNPIC, atribui a criação a Bert Hellinger nos anos 1980, descreve as ordens do amor e justifica a inclusão pela OMS e pela presença nos serviços, sem citar estudos de eficácia.
- Ministério da Saúde (2026). Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). gov.br/saude (consultado em 23/09/2026). Mostra que a constelação familiar segue listada entre as 29 práticas integrativas oferecidas no SUS.
- Weinhold, J., Hunger, C., Bornhäuser, A., Link, L., Rochon, J., Wild, B. & Schweitzer, J. (2013). Family constellation seminars improve psychological functioning in a general population sample: Results of a randomized controlled trial. Journal of Counseling Psychology, 60(4), 601-609. Ensaio randomizado com 208 adultos da população geral: seminário de três dias comparado a lista de espera, com melhora em questionário de funcionamento psicológico em duas semanas e quatro meses e sem efeitos adversos registrados; amostra não clínica.
- Konkolÿ Thege, B., Petroll, C., Rivas, C. & Scholtens, S. (2021). The Effectiveness of Family Constellation Therapy in Improving Mental Health: A Systematic Review. Family Process, 60(2), 409-423. Revisão sistemática de 12 estudos (568 participantes): sinais de benefício na população geral, efeitos negativos em 5% a 8% dos participantes em quatro estudos, e quantidade e qualidade da evidência classificadas como baixas.
- Konkolÿ Thege, B. & Szabó, G. S. (2024). The efficacy of pandemic-adjusted family/systemic constellation therapy in improving psychopathological symptoms: A randomized controlled trial. Journal of Psychiatric Research, 177, 271-278. Ensaio randomizado com 80 pessoas, num formato adaptado à pandemia: melhoras pequenas, que em boa parte desapareceram em seis meses; os autores alertam que o resultado pode não valer pro formato habitual.
- Cuijpers, P., Quero, S., Noma, H., Ciharova, M., Miguel, C., Karyotaki, E., Cipriani, A., Cristea, I. A. & Furukawa, T. A. (2021). Psychotherapies for depression: a network meta-analysis covering efficacy, acceptability and long-term outcomes of all main treatment types. World Psychiatry, 20(2), 283-293. Meta-análise de 331 ensaios randomizados com 34.285 pacientes: as principais psicoterapias são eficazes no tratamento da depressão em adultos. Usada aqui pra mostrar a escala da pesquisa em psicoterapia.
- Agência CNJ de Notícias (2018). Constelação Familiar: no firmamento da Justiça em 16 Estados e no DF. Conselho Nacional de Justiça (04/04/2018). Relata o uso da constelação em unidades da Justiça de pelo menos 16 estados e do DF, inclusive em processos de violência doméstica, guarda e divórcio.
- FONAVID, publicado pela Coordenadoria da Mulher do TJSP (COMESP) (2024). Enunciado 67: não utilização de Constelação Familiar ou Sistêmica. Tribunal de Justiça de São Paulo (comunicado de 06/12/2024; redação alterada no XVI FONAVID, Salvador). Enunciado segundo o qual a constelação familiar não será usada em casos de violência doméstica e familiar contra mulheres.
- Câmara dos Deputados (2024). PL 2166/2024: dispõe sobre a vedação à prática de constelação familiar no âmbito do Poder Judiciário. Câmara dos Deputados (tramitação consultada em 23/09/2026). Projeto aprovado na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família em 10/12/2025; aguarda relator na Comissão de Constituição e Justiça.
- Câmara dos Deputados (2020). PL 4.887/2020: regulamenta o exercício da profissão de Constelador Familiar Sistêmico ou Terapeuta Sistêmico. Câmara dos Deputados (tramitação consultada em 23/09/2026). Mostra que a profissão de constelador não é regulamentada: o projeto segue na Comissão de Trabalho, retirado de pauta em 30/10/2024, sem aprovação.
Pra ler em seguida
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Conteúdo informativo, não substitui avaliação individual · Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga clínica, CRP 01/30999.