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Psicóloga Fernanda Pessoa Ferro

Terapia com IA funciona? O que os estudos mediram de fato

Em parte, e com ressalvas. Chatbots desenhados pra saúde mental reduziram sintomas de depressão e ansiedade em ensaios randomizados, com efeito pequeno em média e maior em quem tinha sintomas clínicos. Um ensaio com um chatbot de IA generativa, o Therabot, teve 210 adultos, quatro semanas de uso e quatro de acompanhamento, com clínicos revisando as respostas. Quase não há estudo de longo prazo, e chatbots de uso geral, como o ChatGPT, só foram avaliados em testes de segurança, que encontraram falhas.

Por Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga (CRP 01/30999) · revisado em setembro de 2026

Lado a lado

Terapia com IA funciona? O que os estudos mediram de fato: comparação lado a lado
CritérioChatbot desenhado pra saúde mentalChatbot de uso geralTerapia com psicóloga
O que éChatbot desenhado pra saúde mental: App criado pra apoio emocional, com conteúdo de terapia (em geral cognitivo-comportamental) e regras de segurançaChatbot de uso geral: Assistente de conversa pra qualquer assunto, como ChatGPT, Gemini ou ClaudeTerapia com psicóloga: Psicoterapia feita por psicóloga com registro, em sessões regulares
Tipo de estudo que existeChatbot desenhado pra saúde mental: Ensaios randomizados: 39 numa revisão de 2026, a maioria (31) com chatbots que escolhem entre respostas escritas antes, sem IA generativaChatbot de uso geral: Testes de segurança com mensagens simuladas. Nos estudos que conferi, nenhum ensaio de tratamento com pacientesTerapia com psicóloga: Décadas de ensaios clínicos e meta-análises
Com quem foi testadoChatbot desenhado pra saúde mental: Muitos estudantes universitários e adultos com sintomas leves a moderados. No ensaio do Therabot, com IA generativa, pessoas em alto risco de suicídio foram excluídasChatbot de uso geral: Pesquisadores simulando usuários, sem pacientes reaisTerapia com psicóloga: Adultos e adolescentes com quadros variados, inclusive graves, em muitos países
Por quanto tempoChatbot desenhado pra saúde mental: De uma conversa de minutos a poucos meses. Poucos estudos acompanharam as pessoas depois do fimChatbot de uso geral: Não se aplica: ninguém foi acompanhado ao longo do tempoTerapia com psicóloga: Tratamentos de semanas a meses, com estudos que acompanham as pessoas depois
O que mudouChatbot desenhado pra saúde mental: Redução pequena, em média, de sintomas de depressão e ansiedade; maior em quem tinha sintomas clínicos e sem efeito claro em quem não tinhaChatbot de uso geral: Sem medida de efeito clínicoTerapia com psicóloga: Redução de sintomas bem documentada em depressão, ansiedade e outros quadros
SegurançaChatbot desenhado pra saúde mental: Nos ensaios havia protocolo de crise. No Therabot, clínicos revisavam as respostas e a equipe precisou intervir 28 vezesChatbot de uso geral: Respostas inconsistentes a perguntas de risco intermediário sobre suicídio; estigma e concordância com ideias delirantes em testesTerapia com psicóloga: Avaliação de risco e encaminhamento feitos por profissional que responde a um conselho
Qualidade da evidênciaChatbot desenhado pra saúde mental: Frágil: 35 de 39 ensaios com alto risco de viés, a maioria medida por questionário respondido pela própria pessoaChatbot de uso geral: Ainda não há estudo de tratamento pra avaliarTerapia com psicóloga: Ampla, com limitações conhecidas e muito estudadas
Acesso hojeChatbot desenhado pra saúde mental: Alguns estão nas lojas de aplicativos; a versão testada no estudo nem sempre é a que você baixaChatbot de uso geral: Disponível pra qualquer pessoa, de graça ou por assinaturaTerapia com psicóloga: Online ou presencial, no serviço público, em clínica-escola ou em consultório

O que exatamente foi testado?

Quando alguém diz que terapia com IA funciona, quase sempre está falando de um tipo específico de ferramenta: um aplicativo desenhado pra saúde mental, com conteúdo de terapia escrito por especialistas. Até pouco tempo atrás, a maioria desses chatbots não gerava texto livre. Eles escolhiam entre respostas escritas antes, conforme o que a pessoa digitava.

Um exemplo clássico é o Woebot, testado em 2017 com 70 universitários de 18 a 28 anos durante duas semanas. Quem conversou com ele teve redução de sintomas de depressão, e quem recebeu só um livro digital de informação não teve. A ansiedade caiu nos dois grupos. É um estudo pequeno, curto e sem cegamento, e foi assim que muita coisa nessa área começou.

Os chatbots de uso geral, como ChatGPT, Gemini e Claude, entram em outra categoria. Nos estudos que conferi pra esta página, eles foram avaliados em testes de segurança, com perguntas e personagens simulados. Ensaio de tratamento com pacientes, não encontrei. Ter muitos usuários é diferente de ter sido testado como terapia.

O que o Therabot mostrou, e o que ele não mostrou?

O Therabot é um chatbot de IA generativa criado por pesquisadores do Dartmouth College. O ensaio randomizado com ele saiu em março de 2025 na NEJM AI, e os autores o descrevem como o primeiro do tipo. Foram 210 adultos nos Estados Unidos com sintomas de depressão, de ansiedade generalizada ou com alto risco pra transtorno alimentar. Metade usou o chatbot por quatro semanas, com lembrete diário, e podia continuar usando por mais quatro. A outra metade ficou em lista de espera.

Quem usou o Therabot teve redução maior de sintomas do que quem esperou, ao fim das quatro semanas e também na oitava. O uso médio passou de seis horas no estudo inteiro, e os participantes avaliaram a relação com o chatbot em nível parecido com o relatado por pacientes de psicoterapia ambulatorial.

Agora o que o estudo não mostrou, e os próprios autores dizem isso. A comparação foi com lista de espera, ou seja, com quem não recebeu tratamento nenhum; ninguém comparou o Therabot com terapia. Pessoas em alto risco de suicídio, de mania ou de psicose foram excluídas. Todas as respostas do chatbot eram revisadas por clínicos depois de enviadas, e a equipe precisou entrar em contato 15 vezes por risco à segurança dos participantes e 13 vezes pra corrigir respostas inadequadas, como conselho médico. O acompanhamento depois do uso durou quatro semanas, e os autores apontam possível viés de seleção a favor de pessoas mais jovens, familiarizadas com tecnologia e abertas à IA.

O que as revisões dizem quando juntam todos os estudos?

Uma revisão publicada em 2023 na npj Digital Medicine reuniu 35 estudos e fez a análise estatística com 15 ensaios randomizados. Os chatbots reduziram sintomas de depressão e de sofrimento psicológico, mas não melhoraram de forma significativa o bem-estar psicológico geral. Só seis estudos mediram o efeito depois do fim do uso, e os autores escrevem que o efeito duradouro continua incerto.

Uma revisão maior, de 2026, na mesma revista, juntou 39 ensaios randomizados publicados até outubro de 2025. O efeito sobre depressão e ansiedade foi pequeno, em média. Foi maior em quem tinha sintomas clínicos ou quase clínicos e sem efeito claro em quem não tinha. A maioria dos ensaios testou chatbots de respostas pré-escritas, só oito usaram IA generativa, e os autores dizem que o registro de efeitos adversos nessa área ainda é pouco desenvolvido.

E o ChatGPT, que é o que muita gente usa pra desabafar?

Os estudos com chatbots de uso geral que encontrei medem segurança, e os resultados pedem cuidado. Num estudo de 2025 na revista Psychiatric Services, 30 perguntas simuladas sobre suicídio foram feitas 100 vezes cada a ChatGPT, Claude e Gemini. Os três evitaram responder às de risco muito alto. Nas de risco intermediário, as respostas foram inconsistentes, e os modelos não distinguiram bem um nível do outro.

Em outro estudo de 2025, pesquisadores compararam as respostas de modelos atuais, como o GPT-4o, com o que diretrizes de terapia pedem. Encontraram estigma contra alguns diagnósticos e respostas inadequadas em situações delicadas, incluindo concordância com ideias delirantes, e concluíram que esses modelos não devem substituir terapeutas.

Sobre o uso emocional prolongado, um experimento de quatro semanas com 981 pessoas, ainda em preprint, sem revisão por pares, não encontrou diferença entre as formas de conversar que testou. Encontrou outra coisa: quem usou o chatbot por mais tempo, por vontade própria, relatou mais solidão, mais dependência emocional e mais uso problemático. É uma associação dentro do estudo e não prova que o chatbot cause isso.

Esses modelos mudam de versão com frequência, e um resultado de 2025 pode não valer pra versão de hoje. Isso vale pros dois lados: a melhora que uma versão nova possa trazer também ainda não foi testada como tratamento.

Por que os estudos ainda não respondem tudo?

Os ensaios com chatbots são recentes e têm limitações que os próprios autores reconhecem. Vale ter isso em mente quando uma manchete disser que a IA funciona tanto quanto terapia:

  • Acompanhamento curto. A maioria mede o efeito ao fim de semanas de uso, e pouquíssimos acompanham as pessoas por meses.
  • Comparação fraca. Muitos comparam com lista de espera ou com material informativo, e quase nenhum com terapia feita por uma pessoa.
  • Medida por autorrelato. Na revisão de 2026, 35 dos 39 ensaios tinham alto risco de viés, sobretudo porque o resultado vinha de questionário respondido pela própria pessoa, que sabia o que estava usando.
  • Possível viés de publicação. A mesma revisão encontrou sinais de que estudos com resultado favorável sobre depressão foram mais publicados.
  • Amostras específicas. Muitos estudantes universitários, pessoas abertas à tecnologia e quem está em risco alto fora do estudo.
  • Pouca IA generativa. O tipo de chatbot que hoje conversa livremente é justamente o menos estudado.

O que as entidades de psicologia recomendam?

A Associação Americana de Psicologia (APA), num aviso de saúde de novembro de 2025, escreve que mesmo as ferramentas de IA generativa desenvolvidas com boa ciência psicológica ainda não têm evidência suficiente de que são eficazes ou seguras em saúde mental. Pede ensaios clínicos randomizados e estudos que acompanhem as pessoas ao longo do tempo, e recomenda não usar chatbots como substitutos do cuidado profissional.

O Conselho Federal de Psicologia, no guia pro público de dezembro de 2025, diferencia aplicativos de uso genérico, que em geral têm menor capacidade de oferecer suporte em saúde mental, dos desenvolvidos pra esse fim. O guia considera os chatbots inadequados pra quem está em crise e sugere conferir, antes de usar, quem é a empresa responsável, se há estudo com a população brasileira e se existe um protocolo de crise visível.

Quando cada um costuma fazer mais sentido

Chatbot desenhado pra saúde mental
Pode fazer sentido como autoajuda guiada pra sintomas leves a moderados, de preferência num app que diga quem é o responsável, mostre os estudos que tem e traga um protocolo de crise visível. A evidência é de curto prazo e não inclui quem está em risco.
Chatbot de uso geral
Serve pra tirar dúvidas, organizar ideias e aprender sobre um tema, conferindo a informação. Como tratamento, não encontrei ensaio que sustente o uso, e os testes de segurança mostram falhas justamente nas situações mais delicadas.
Terapia com psicóloga
Quando o sofrimento é intenso, dura ou se repete, quando você quer ser avaliada e acompanhada por alguém que responde pelo cuidado, ou quando há risco. Nesse último caso, primeiro o serviço de crise, depois o acompanhamento.

Onde eu fico nessa comparação

Sou psicóloga e atendo mulheres por videochamada, em português. A conclusão desta página me favorece, e por isso tentei fazer o contrário do que seria cômodo: comecei pelos estudos que mostram benefício e descrevi cada um pelo que ele mediu, sem esconder os resultados positivos.

O que eu tiro disso: chatbots desenhados com cuidado, testados e supervisionados podem reduzir sintomas no curto prazo, e isso importa num mundo em que muita gente não tem acesso a terapia. O que ainda falta é mostrar que funcionam por muito tempo, sem supervisão humana, com quem está em crise, ou que um assistente de uso geral faça o mesmo.

Se a pesquisa avançar, eu atualizo esta página. A data da última revisão fica logo abaixo do título.

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Perguntas frequentes

Existe estudo mostrando que terapia com IA funciona?

Existe, com limites. Ensaios randomizados com chatbots desenhados pra saúde mental encontraram redução pequena, em média, de sintomas de depressão e ansiedade, maior em quem tinha sintomas clínicos. Quase todos duraram semanas, poucos acompanharam as pessoas depois e a maioria tinha alto risco de viés.

O que é o Therabot?

É um chatbot de IA generativa criado por pesquisadores do Dartmouth College e treinado com diálogos escritos por especialistas, com base principalmente em terapia cognitivo-comportamental. Num ensaio com 210 adultos publicado em 2025, reduziu sintomas em comparação com lista de espera, com clínicos revisando todas as respostas.

App de saúde mental com IA é melhor que o ChatGPT pra isso?

Pela evidência, o app desenhado pra saúde mental tem mais a mostrar: foi testado em ensaios, tem conteúdo de terapia e, nos estudos, protocolo de crise. O chatbot de uso geral não foi testado como tratamento nos estudos que conferi, e o guia do CFP também aponta que apps genéricos tendem a oferecer menos suporte.

Chatbot funciona pra ansiedade?

Na média dos ensaios, houve redução pequena de sintomas de ansiedade em comparação com os grupos de controle, em estudos de semanas. Não há base pra usar chatbot como tratamento único de ansiedade intensa, crise de pânico frequente ou ansiedade que já atrapalha a vida há meses.

Chatbot funciona pra depressão?

Os ensaios encontraram redução de sintomas de depressão, pequena em média e maior em quem tinha sintomas mais intensos. Mas os estudos costumam excluir quem está em risco alto, e depressão com pensamentos de morte pede avaliação e acompanhamento humano, começando pelo serviço de crise se houver risco.

O efeito dos chatbots de saúde mental dura?

Ainda não se sabe. Na revisão de 2023, só seis estudos mediram o efeito depois do fim do uso, e os autores dizem que o efeito duradouro é incerto. No Therabot, o acompanhamento depois do uso foi de quatro semanas.

Os estudos com chatbots de terapia são confiáveis?

São um começo sério, com problemas conhecidos. Na revisão de 2026, 35 de 39 ensaios tinham alto risco de viés, a maioria media o resultado por questionário da própria pessoa e houve sinal de viés de publicação em depressão. Por isso descrevo os efeitos como pequenos e de curto prazo.

O que a Associação Americana de Psicologia diz sobre chatbots de terapia?

Num aviso de saúde de novembro de 2025, a APA diz que esses aplicativos ainda não têm evidência científica nem regulação suficientes pra garantir a segurança de quem usa, que mesmo os bem desenvolvidos carecem de prova de eficácia e segurança, e recomenda não usá-los como substitutos do cuidado profissional.

O Conselho Federal de Psicologia permite terapia com IA?

O CFP regula psicólogas, não empresas de tecnologia. Na nota de julho de 2025, ele registra preocupação com chatbots que oferecem serviços terapêuticos automatizados sem mediação humana qualificada e diz que a IA não deve operar sozinha em decisões de julgamento profissional. Não encontrei norma do CFP que reconheça chatbot como psicoterapia.

De onde vem cada afirmação

  1. Heinz, M. V., Mackin, D. M., Trudeau, B. M., Bhattacharya, S., Wang, Y., Banta, H. A., Jewett, A. D., Salzhauer, A. J., Griffin, T. Z. & Jacobson, N. C. (2025). Randomized Trial of a Generative AI Chatbot for Mental Health Treatment. NEJM AI, 2(4). Ensaio do Therabot: 210 adultos, quatro semanas de uso e quatro de acompanhamento, comparação com lista de espera, exclusão de alto risco de suicídio, revisão humana das respostas e 28 intervenções da equipe.
  2. Li, H., Zhang, R., Lee, Y.-C., Kraut, R. E. & Mohr, D. C. (2023). Systematic review and meta-analysis of AI-based conversational agents for promoting mental health and well-being. npj Digital Medicine, 6, 236. Revisão de 35 estudos (15 ensaios na meta-análise): redução de sintomas de depressão e de sofrimento psicológico, sem melhora significativa do bem-estar geral, e efeito duradouro incerto por falta de acompanhamento.
  3. Sohn, J.-S., Ha, B.-G., Park, S., Kim, J.-J., Lee, E., Oh, H., Lee, S. & Kim, E. (2026). Systematic review and meta analysis of chatbots in the management of depressive and anxiety symptoms. npj Digital Medicine, 9, 377. Revisão de 39 ensaios até outubro de 2025: efeito pequeno em depressão e ansiedade, maior em amostras clínicas, 31 chatbots de respostas pré-escritas e 8 generativos, alto risco de viés em 35 estudos e sinal de viés de publicação em depressão.
  4. Fitzpatrick, K. K., Darcy, A. & Vierhile, M. (2017). Delivering Cognitive Behavior Therapy to Young Adults With Symptoms of Depression and Anxiety Using a Fully Automated Conversational Agent (Woebot): A Randomized Controlled Trial. JMIR Mental Health, 4(2), e19. Ensaio de duas semanas com 70 universitários: redução de sintomas de depressão com o Woebot em comparação com um livro digital informativo; ansiedade caiu nos dois grupos.
  5. McBain, R. K., Cantor, J. H., Zhang, L. A., Baker, O., Zhang, F., Burnett, A., Kofner, A., Breslau, J., Stein, B. D., Mehrotra, A. & Yu, H. (2025). Evaluation of Alignment Between Large Language Models and Expert Clinicians in Suicide Risk Assessment. Psychiatric Services, 76(11), 944-950. ChatGPT, Claude e Gemini diante de 30 perguntas simuladas sobre suicídio: acerto nos extremos de risco e inconsistência nos níveis intermediários.
  6. Moore, J., Grabb, D., Agnew, W., Klyman, K., Chancellor, S., Ong, D. C. & Haber, N. (2025). Expressing stigma and inappropriate responses prevents LLMs from safely replacing mental health providers. Proceedings of the 2025 ACM Conference on Fairness, Accountability, and Transparency (FAccT), 599-627. Modelos atuais, como o GPT-4o, avaliados contra diretrizes de terapia: estigma, respostas inadequadas e concordância com ideias delirantes.
  7. Fang, C. M., Liu, A. R., Danry, V., Lee, E., Chan, S. W. T., Pataranutaporn, P., Maes, P., Phang, J., Lampe, M., Ahmad, L. & Agarwal, S. (2025). How AI and Human Behaviors Shape Psychosocial Effects of Extended Chatbot Use: A Longitudinal Randomized Controlled Study. arXiv (preprint, sem revisão por pares), 2503.17473. Experimento de quatro semanas com 981 pessoas: uso voluntário maior associado a mais solidão, dependência emocional e uso problemático; associação, não causa.
  8. American Psychological Association (2025). APA Health Advisory on the Use of Generative AI Chatbots and Wellness Applications for Mental Health (comunicado de imprensa de 13/11/2025). American Psychological Association, via EurekAlert!. Mesmo ferramentas desenvolvidas com boa ciência ainda não têm evidência suficiente de eficácia e segurança; pede ensaios randomizados e estudos longitudinais.
  9. Conselho Federal de Psicologia (2025). Chatbots, Inteligência Artificial e sua Saúde Mental: um guia para navegar com mais segurança na nova fronteira digital. Conselho Federal de Psicologia. Diferença entre aplicativos genéricos e os desenvolvidos pra saúde mental, inadequação em crise e checklist do que conferir antes de usar.
  10. Conselho Federal de Psicologia (2025). Nota de Posicionamento do Conselho Federal de Psicologia sobre Inteligência Artificial e Psicologia. Conselho Federal de Psicologia (divulgada em 3/7/2025). Preocupação com chatbots que oferecem serviços terapêuticos automatizados sem mediação humana qualificada e com a IA operando sozinha em decisões de julgamento profissional.

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