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Psicóloga Fernanda Pessoa Ferro

Hipnose clínica funciona? O que a pesquisa e o CFP dizem

Funciona pra algumas coisas, como recurso dentro de um tratamento. Revisões de meta-análises encontram efeito na dor e no sofrimento durante procedimentos médicos e na síndrome do intestino irritável, e uma meta-análise sobre ansiedade achou resultado melhor quando a hipnose vem junto de outra terapia. Na depressão, a evidência ainda não basta. No Brasil, o CFP permite à psicóloga usar hipnose como recurso auxiliar, com capacitação comprovada, e proíbe o uso sensacionalista.

Por Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga (CRP 01/30999) · revisado em setembro de 2026

Lado a lado

Hipnose clínica funciona? O que a pesquisa e o CFP dizem: comparação lado a lado
CritérioHipnose clínicaPsicoterapia sem hipnose
O que acontece na sessãoHipnose clínica: A profissional conduz uma indução, que leva a um estado de atenção concentrada, com menos atenção ao que está em volta e mais resposta a sugestões. Depois vêm sugestões e imagens ligadas ao objetivo combinado.Psicoterapia sem hipnose: Conversa e técnicas da abordagem escolhida, sem indução de transe. Na ACP, por exemplo, a terapeuta escuta e acompanha sem dirigir nem sugerir.
Lugar no tratamentoHipnose clínica: Recurso auxiliar, dentro de um tratamento mais amplo. É assim que o CFP a define pra psicólogas e o CFM, pra médicos.Psicoterapia sem hipnose: É o próprio tratamento, com começo, meio e fim combinados.
Quem pode usar no BrasilHipnose clínica: Psicóloga com capacitação adequada comprovada (Resolução CFP 13/2000). Médicos também usam, e o CFM reconhece a hipnose como prática médica auxiliar.Psicoterapia sem hipnose: Psicólogas e outros profissionais com formação em psicoterapia, como psiquiatras.
AnsiedadeHipnose clínica: Uma meta-análise de 2019 encontrou redução maior da ansiedade com hipnose do que nos grupos de controle, e resultado melhor quando ela foi combinada com outra intervenção psicológica.Psicoterapia sem hipnose: A TCC é a abordagem com apoio mais forte nos transtornos de ansiedade, segundo uma revisão de 269 meta-análises.
DepressãoHipnose clínica: Revisão de ensaios clínicos de 2024 concluiu que ainda não há evidência suficiente pra recomendar a hipnose no tratamento da depressão.Psicoterapia sem hipnose: As principais psicoterapias, como TCC, psicodinâmica e interpessoal, foram comparadas entre si na depressão leve a moderada, sem diferenças grandes de eficácia.
Dor e procedimentos médicosHipnose clínica: Onde a evidência é mais consistente: menos dor e sofrimento emocional durante procedimentos médicos e menos sintomas na síndrome do intestino irritável.Psicoterapia sem hipnose: A TCC também é estudada em dor crônica e no sofrimento ligado a doenças físicas.
Todo mundo responde igual?Hipnose clínica: Não. A capacidade de responder a sugestões varia de pessoa pra pessoa, e algumas têm dificuldade de entrar no estado hipnótico.Psicoterapia sem hipnose: Também não. O encaixe com a abordagem e com a terapeuta pesa muito, e a qualidade da relação acompanha o resultado em todas as linhas.
LembrançasHipnose clínica: O CFP registra que a hipnose não é confiável pra recuperar ou potencializar memórias, porque a memória pode ser distorcida por sugestão.Psicoterapia sem hipnose: A mesma vulnerabilidade existe sem hipnose, segundo o próprio CFP. Por isso uma boa terapeuta evita sugerir lembranças, em qualquer abordagem.
CuidadosHipnose clínica: O CFP aponta restrições: quadros psicóticos, crianças (só com formação específica), uso de medicação e substâncias e certas condições neurológicas pedem cuidado ou outra abordagem.Psicoterapia sem hipnose: Também precisa ser adaptada a cada pessoa. Em quadros graves, costuma andar junto com acompanhamento psiquiátrico.

O que é hipnose clínica, e o que ela não é?

A Sociedade de Hipnose Psicológica, divisão da Associação Americana de Psicologia, define hipnose como um estado de consciência com atenção concentrada e menos atenção ao que está em volta, em que a pessoa responde mais a sugestões. Hipnoterapia é o uso desse estado no tratamento de uma questão médica ou psicológica.

Na clínica, a hipnose entra como um recurso dentro de um tratamento: uma sessão pode ter conversa, uma indução e sugestões ligadas ao que foi combinado, como relaxar diante de um procedimento ou lidar com a dor. O CFP proíbe a psicóloga de usar hipnose como demonstração fútil, de forma sensacionalista ou em situação que constranja a pessoa hipnotizada. Então o que aparece em palco e na televisão fica fora da prática clínica.

A hipnose tem uma história longa com a psicologia. Freud usou hipnose no começo da carreira e depois trocou pela fala livre, porque achava que o efeito não durava. A pesquisa de hoje olha pra hipnose de outro jeito, com ensaios e meta-análises, e o quadro que ela mostra é mais variado.

Hipnose funciona? O que a pesquisa mostra

Uma revisão de 2024 reuniu 49 meta-análises sobre hipnose em saúde mental e física, com 261 estudos diferentes. Encontrou efeitos que vão de nulos a grandes, conforme o problema. A evidência mais robusta está na dor, especialmente em procedimentos médicos, e no sofrimento emocional durante esses procedimentos. Uma revisão alemã de 2016 chegou a conclusão parecida e acrescentou a síndrome do intestino irritável; ali, a hipnose não fez diferença na dor do parto.

Na ansiedade, uma meta-análise de 2019 com 17 ensaios encontrou redução maior da ansiedade com hipnose do que nos grupos de controle, e resultado melhor quando ela foi combinada com outra intervenção psicológica do que usada sozinha. Na mesma direção, uma meta-análise de 1995 encontrou resultado melhor quando a hipnose foi somada à TCC. Uma revisão de 2000, porém, lembrou que esses estudos eram poucos e com limitações, e considerou a questão ainda em aberto.

Na depressão, uma revisão de ensaios clínicos de 2024 concluiu que ainda não há evidência suficiente pra recomendar a hipnose, embora não tenha encontrado efeitos adversos importantes. Pra parar de fumar, os resultados das meta-análises foram mistos.

Há limites gerais que vale conhecer. Na revisão de 2024, só 9 das 49 meta-análises tiveram alta qualidade metodológica, poucas compararam a hipnose diretamente com tratamentos já estabelecidos e menos da metade relatou dados de segurança. Ou seja: a hipnose tem pesquisa séria a favor em algumas situações, e em outras a pergunta ainda não foi bem respondida.

O que o CFP diz sobre hipnose?

A Resolução CFP nº 13, de 20 de dezembro de 2000, reconhece a hipnose como recurso auxiliar de trabalho do psicólogo, quando necessário, dentro dos padrões éticos e com a segurança e o bem-estar da pessoa garantidos. A psicóloga pode usar hipnose dentro do seu campo de atuação, desde que possa comprovar capacitação adequada. E é proibido usá-la como demonstração fútil, de forma sensacionalista ou que constranja quem está sendo hipnotizado.

O sistema do CFP que avalia práticas, o SAPP, lista a hipnose entre as práticas psicológicas compatíveis com princípios científicos e éticos, e pede graduação em Psicologia e formação teórica e prática em hipnose. O mesmo documento traz restrições e avisa que a hipnose não promete cura mágica e pode ser só uma das ferramentas do tratamento.

Na medicina, o Conselho Federal de Medicina reconhece a hipnose como prática médica auxiliar de diagnóstico ou tratamento, a ser exercida por profissionais qualificados e com critérios éticos rigorosos (Parecer CFM nº 42/1999).

Hipnose ajuda a lembrar o que eu esqueci?

Essa é uma das expectativas mais comuns, e o próprio CFP responde: a hipnose não é uma ferramenta confiável pra recuperar ou potencializar memórias. A memória é um processo que pode ser distorcido por sugestão, de propósito ou sem querer, e isso acontece com ou sem hipnose.

Na prática, isso quer dizer que uma lembrança que surge numa sessão de hipnose pode trazer detalhes que não aconteceram, e a pessoa pode ficar convencida deles. Se você procura hipnose pra descobrir se algo aconteceu na sua infância, vale conversar sobre isso com a profissional antes, e desconfiar de quem prometa esse tipo de resultado.

Como saber se a profissional está preparada pra usar hipnose?

Pelas regras do CFP, a psicóloga precisa comprovar capacitação em hipnose. Então é legítimo perguntar antes de começar:

  • Qual é o seu registro profissional (CRP, no caso de psicóloga, ou CRM, no caso de médico)? Ele pode ser conferido no site do conselho.
  • Onde você fez a formação em hipnose, e quanto tempo durou?
  • A hipnose vai entrar como parte de qual tratamento? O que acontece nas sessões sem hipnose?
  • Pra o que eu estou buscando, o que a pesquisa mostra?
  • Há algo na minha saúde, como medicação ou algum diagnóstico, que peça cuidado especial?

Quando cada um costuma fazer mais sentido

Hipnose clínica
Costuma fazer mais sentido quando o objetivo é bem delimitado e está numa área em que a pesquisa é favorável, como lidar com a dor ou com a ansiedade diante de um procedimento médico, ou os sintomas do intestino irritável, e quando ela entra como parte de um tratamento conduzido por profissional de saúde capacitada. Se o que você quer é tratar uma depressão, recuperar lembranças ou resolver algo numa sessão só, a pesquisa não sustenta a hipnose como primeira escolha.
Psicoterapia sem hipnose
Costuma fazer mais sentido quando o sofrimento é mais amplo que um sintoma, como uma fase difícil, relações que se repetem, luto ou depressão, e quando você quer entender o que está vivendo, e não só aliviar um sintoma. Também é o caminho quando a hipnose não é indicada pra você, por exemplo em alguns quadros psicóticos. Se você tem um objetivo pontual em que a hipnose tem boa evidência, pode valer procurar uma profissional que use as duas coisas.

Perguntas frequentes

Hipnose é perigosa?

Nas revisões de estudos, os efeitos adversos da hipnose foram raros e não diferiram dos grupos de controle. Mas menos da metade das meta-análises relatou dados de segurança, e o CFP aponta situações que pedem cuidado, como quadros psicóticos, uso de medicação e crianças. Por isso importa que quem aplica seja profissional de saúde capacitada e conheça a sua história.

Hipnose substitui a terapia ou o remédio?

Não. Tanto o CFP quanto o CFM tratam a hipnose como recurso auxiliar, que entra dentro de um tratamento. Se você toma remédio psiquiátrico, qualquer mudança é decisão com o médico psiquiatra; psicóloga não orienta dose nem suspensão.

Hipnose de palco é a mesma coisa que hipnose clínica?

Não. No palco, o objetivo é o espetáculo. Na clínica, a hipnose é usada pra um objetivo de saúde combinado com você. O CFP proíbe a psicóloga de usar hipnose como demonstração fútil, sensacionalista ou que constranja a pessoa.

Qualquer pessoa pode ser hipnotizada?

As pessoas respondem de formas diferentes. A capacidade de viver mudanças sugeridas na sensação, na emoção ou no comportamento durante a hipnose varia de uma pessoa pra outra, e algumas têm dificuldade de entrar no estado hipnótico. Isso não diz nada sobre força de vontade ou inteligência.

Hipnose funciona pra parar de fumar?

Os resultados são mistos. Numa revisão de 2024, das seis estimativas de efeito sobre parar de fumar, só duas foram significativas. Se é o seu objetivo, vale combinar com outros recursos e conversar com um médico sobre o tratamento do tabagismo.

Hipnose ajuda na síndrome do intestino irritável?

Sim, é uma das áreas com evidência mais consistente. Uma revisão de meta-análises de ensaios clínicos encontrou redução dos sintomas do intestino irritável com hipnose em comparação com controles. Ela entra como complemento ao acompanhamento médico, não no lugar dele.

O que é hipnoterapia?

É o uso da hipnose no tratamento de uma questão médica ou psicológica, segundo a definição da Divisão 30 da Associação Americana de Psicologia. No Brasil, pra psicólogas, ela é regida pela Resolução CFP 13/2000, que exige capacitação comprovada.

De onde vem cada afirmação

  1. Conselho Federal de Psicologia (2000). Resolução CFP nº 013/00, de 20 de dezembro de 2000: aprova e regulamenta o uso da Hipnose como recurso auxiliar de trabalho do Psicólogo. Conselho Federal de Psicologia. Hipnose como recurso auxiliar do psicólogo, dentro dos padrões éticos (art. 1º); exige capacitação adequada comprovada (art. 2º); proíbe uso fútil, sensacionalista ou constrangedor (art. 3º).
  2. Conselho Federal de Psicologia (2026). Práticas psicológicas compatíveis com princípios científicos e éticos: Hipnose. SAPP, Conselho Federal de Psicologia. Lista a hipnose entre as práticas psicológicas compatíveis; exige graduação em Psicologia e formação em hipnose; aponta restrições (psicose, crianças, medicação, suscetibilidade) e diz que a hipnose não é confiável pra recuperar memórias.
  3. Conselho Federal de Medicina (1999). Processo-Consulta CFM nº 2.172/97, Parecer CFM nº 42/1999: Hipnose médica. Conselho Federal de Medicina. Reconhece a hipnose como prática médica auxiliar de diagnóstico ou tratamento, a ser exercida por profissionais qualificados e com critérios éticos rigorosos.
  4. Society of Psychological Hypnosis, Division 30 of the American Psychological Association (2026). About the Society of Psychological Hypnosis: definitions. American Psychological Association. Definições de hipnose (atenção concentrada, menos atenção ao entorno, mais resposta à sugestão), indução, hipnotizabilidade e hipnoterapia.
  5. Elkins, G. R., Barabasz, A. F., Council, J. R. & Spiegel, D. (2015). Advancing research and practice: The revised APA Division 30 definition of hypnosis. International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis, 63(1), 1-9. Artigo que apresenta e justifica a definição revisada de hipnose da Divisão 30 da APA.
  6. Rosendahl, J., Alldredge, C. T. & Haddenhorst, A. (2024). Meta-analytic evidence on the efficacy of hypnosis for mental and somatic health issues: a 20-year perspective. Frontiers in Psychology, 14, 1330238. Revisão de 49 meta-análises (261 estudos): evidência mais robusta na dor e em procedimentos médicos, resultados mistos pra parar de fumar; só 9 meta-análises de alta qualidade, poucas comparações diretas com tratamentos estabelecidos e dados de segurança em menos da metade.
  7. Häuser, W., Hagl, M., Schmierer, A. & Hansen, E. (2016). The efficacy, safety and applications of medical hypnosis: A systematic review of meta-analyses. Deutsches Ärzteblatt International, 113(17), 289-296. Hipnose superior aos controles na dor e no sofrimento emocional durante procedimentos médicos e nos sintomas do intestino irritável, sem diferença em efeitos adversos; sem diferença na dor do parto.
  8. Valentine, K. E., Milling, L. S., Clark, L. J. & Moriarty, C. L. (2019). The efficacy of hypnosis as a treatment for anxiety: A meta-analysis. International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis, 67(3), 336-363. Meta-análise de 17 ensaios: hipnose reduziu mais a ansiedade do que os controles, com resultado melhor quando combinada com outras intervenções psicológicas do que sozinha.
  9. Souza, F. L., Moura, M. S., Vieira Almeida Silva, J. & Elkins, G. (2024). Hypnosis for depression: Systematic review of randomized clinical trials with meta-analysis. Complementary Therapies in Clinical Practice, 57, 101913. Revisão de ensaios clínicos: não há evidência suficiente pra recomendar a hipnose no tratamento da depressão, e não foram encontrados efeitos adversos importantes.
  10. Kirsch, I., Montgomery, G. & Sapirstein, G. (1995). Hypnosis as an adjunct to cognitive-behavioral psychotherapy: A meta-analysis. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 63(2), 214-220. Meta-análise de 18 estudos que compararam a mesma TCC com e sem hipnose: somar a hipnose melhorou o resultado.
  11. Schoenberger, N. E. (2000). Research on hypnosis as an adjunct to cognitive-behavioral psychotherapy. International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis, 48(2), 154-169. Revisão: os estudos sugerem benefício em somar hipnose à TCC, mas são poucos e com limitações, e a eficácia da hipnose como complemento seguia sem resposta definitiva.
  12. Hofmann, S. G., Asnaani, A., Vonk, I. J. J., Sawyer, A. T. & Fang, A. (2012). The efficacy of cognitive behavioral therapy: A review of meta-analyses. Cognitive Therapy and Research, 36(5), 427-440. Revisão de 269 meta-análises sobre TCC, incluindo dor crônica e sofrimento ligado a doenças físicas; o apoio mais forte está nos transtornos de ansiedade.
  13. Cuijpers, P., van Straten, A., Andersson, G. & van Oppen, P. (2008). Psychotherapy for depression in adults: A meta-analysis of comparative outcome studies. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 76(6), 909-922. Meta-análises de estudos que compararam diretamente sete tipos de psicoterapia na depressão leve a moderada: sem diferenças grandes de eficácia entre as principais.
  14. Thornton, S. P. (s.d.). Freud, Sigmund. Internet Encyclopedia of Philosophy. Freud experimentou a hipnose, achou que os efeitos não duravam e adotou a fala livre.
  15. Flückiger, C., Del Re, A. C., Wampold, B. E. & Horvath, A. O. (2018). The alliance in adult psychotherapy: A meta-analytic synthesis. Psychotherapy, 55(4), 316-340. A qualidade da aliança entre terapeuta e paciente aparece associada ao resultado de forma consistente entre abordagens. É correlação, sem isolar a aliança como causa.

Conteúdo informativo, não substitui avaliação individual · Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga clínica, CRP 01/30999.

Fernanda Pessoa Ferro - Psicóloga Clínica

Fernanda, em Brasília

Fernanda Pessoa Ferro

Psicóloga Clínica · CRP 01/30999


Oi, eu me chamo Fernanda, sou psicóloga clínica. Pra mim o cuidado começa pela escuta. Cada pessoa chega à terapia com uma história que é só dela, e o que eu ofereço é um espaço seguro, onde você pode falar de você sem medo de ser julgada.

Fora da formação, sou apaixonada por cinema, e isso acaba entrando no meu jeito de olhar. A fotografia veio daí: hoje faz parte da minha vida como hobby e, de vez em quando, como segundo trabalho. Também carrego o sonho de morar num lugar tranquilo, com mata em volta e muitos animais por perto: bicho é outra coisa que me encanta no mundo.

Trabalho de um jeito congruente e empático, respeitando o tempo que cada processo pede. Não uso respostas prontas nem fórmulas: o caminho a gente constrói junto, a partir do que você viveu.

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