Datas, domingo e saudade
6 textos · Fernanda Pessoa Ferro, CRP 01/30999
- Quando a saudade vira outra coisaSaudade dói e ainda te deixa em pé. Existe um estado parecido que vai apagando as coisas por dentro. Os sinais concretos que separam um do outro, sem diagnóstico e sem alarme.
- Domingo é o dia mais difícil de morar foraO domingo brasileiro não era só um dia livre, era um dia organizado por família e almoço.
- Ano novo fora do Brasil não parece ano novoO que falta não é a data, é o ritual coletivo. O réveillon brasileiro é uma coisa que o país inteiro faz junto, na rua e no calor. Em país de inverno, a virada acontece dentro de casa, em silêncio, e por isso não marca nada.
- Dia das mães com a minha mãe do outro lado do mundoEssa data pega quem mora fora de dois lados ao mesmo tempo: você é homenageada como mãe e sente falta da sua no mesmo dia.
- Vai ter festa lá e eu não vou estarPerder uma festa é chato. O que pesa de verdade é o acúmulo: depois de anos de ausências, a sua família se organiza sem contar com você, e a sensação não é de estar longe, é de ter saído da vida cotidiana deles.
- Chorei no mercado por causa de um pote de goiabadaA goiabada é só a porta. Cheiro e sabor puxam memória de um jeito direto, e uma comida específica pode devolver em segundos uma casa, uma pessoa e uma época inteira. Por isso a cena do mercado acontece com tanta gente.
Este é um dos temas de todos os meus textos, onde dá pra buscar pelo que está doendo. Se o que você procura é atendimento, comece por psicóloga para brasileiras no exterior, que reúne o formato das sessões e uma página pra cada país.
Estes textos são psicoeducativos e não substituem atendimento psicológico. Se você está em sofrimento intenso, procure ajuda agora: contatos de apoio por país.