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Psicóloga Fernanda Pessoa Ferro
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EstresseTema: Estresse28 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

Estresse: o que é, por que acontece e quando deixa de ser normal

O que é estresse? É a resposta do corpo e da mente a uma demanda que parece maior que seus recursos. Entenda luta ou fuga, estresse agudo e crônico.


O que é estresse? É a resposta do seu corpo e da sua mente a uma situação que parece exigir mais do que você tem disponível naquele momento. É um alarme interno. Ele acelera o coração, deixa os músculos prontos e coloca a atenção em modo de alerta pra você dar conta do que está na sua frente.

Em pequenas doses, esse alarme é útil. O problema começa quando ele não desliga mais.

O que é estresse, de forma simples

A Organização Mundial da Saúde descreve o estresse como um estado de preocupação ou tensão mental causado por uma situação difícil. E todo mundo sente estresse em algum grau. É uma resposta humana e natural.

Eu gosto de pensar assim: estresse é a distância entre o que a vida está pedindo de você e o que você sente que consegue oferecer. Quando essa distância é pequena e temporária, você se mobiliza, resolve e descansa. Quando ela é grande, ou quando não fecha nunca, o corpo fica tentando cobrir a diferença sozinho.

Por isso duas pessoas podem viver a mesma situação e sentir coisas muito diferentes. Não é que uma seja "mais forte". É que cada uma chega com recursos, histórias e cansaços diferentes.

A resposta de luta ou fuga

Lá no começo do século passado, o fisiologista americano Walter Cannon descreveu o que ficou conhecido como resposta de luta ou fuga. Diante de uma ameaça, o organismo se prepara pra enfrentar ou pra fugir.

Na prática, acontece mais ou menos isso:

  • O coração acelera e a pressão sobe, pra levar mais sangue aos músculos.
  • A respiração fica mais curta e rápida.
  • Os músculos se contraem, prontos pra agir.
  • A digestão fica em segundo plano, porque não é hora de digerir, é hora de sobreviver.
  • A atenção se estreita: você enxerga o problema e quase mais nada.

Hormônios como a adrenalina e o cortisol participam dessa mobilização. É um sistema muito bem desenhado pra perigos rápidos, tipo desviar de um carro ou reagir a um susto.

Só que o corpo não diferencia tão bem um leão de um e-mail do chefe, de uma conta atrasada ou de uma conversa difícil que você vem adiando. Ele ativa o mesmo alarme. E muitas das nossas "ameaças" de hoje não se resolvem em minutos. Elas ficam.

Estresse agudo e estresse crônico: qual a diferença

Essa é a distinção mais importante pra entender quando o estresse deixa de ser normal.

Estresse agudo é aquele que tem começo, meio e fim. A apresentação do trabalho, a mudança de casa, a semana de provas, o dia em que tudo deu errado. Você sente a tensão, atravessa a situação e depois o corpo volta ao normal. Pode ser desconfortável, mas passa.

Estresse crônico é quando o alarme fica ligado por semanas, meses, às vezes anos. A causa não se resolve, ou uma causa emenda na outra. Uma rotina de sobrecarga, um relacionamento que machuca, cuidar de alguém doente, dinheiro sempre apertado, um trabalho que nunca dá trégua.

No estresse crônico, o corpo não tem tempo de voltar ao ponto de descanso. E aí o que era uma resposta útil começa a cobrar um preço.

Por que o estresse acontece

As causas costumam se misturar, mas dá pra pensar em três grupos:

O que vem de fora. Trabalho, dinheiro, relacionamentos, perdas, mudanças, excesso de responsabilidade. Muitas mulheres que chegam até mim carregam várias dessas frentes ao mesmo tempo, e ainda sentem que deveriam dar conta com um sorriso.

O que vem de dentro. A cobrança interna, o perfeccionismo, a dificuldade de dizer não, a sensação de que tudo depende de você. Às vezes a situação nem é tão pesada, mas a forma como você se exige transforma qualquer tarefa em prova.

O que falta. Sono, pausa, apoio, tempo sem obrigação. Estresse não é só sobre o tamanho do peso. É também sobre quantas mãos você tem pra carregar.

Estresse é sempre ruim?

Não. Um pouco de estresse ajuda a focar, a cumprir um prazo, a se preparar pra algo importante. Ele faz parte de estar viva e se importar com as coisas.

O ponto não é zerar o estresse, o que seria impossível. É observar se você consegue voltar pro descanso depois. Se existe um "depois". Se o seu corpo tem algum momento do dia, da semana, em que ele baixa a guarda.

Quando esse depois some, é hora de prestar atenção.

Quando o estresse deixa de ser normal

Não existe uma linha exata, mas alguns sinais costumam indicar que o estresse passou do ponto:

  • Ele não passa mesmo quando a situação difícil termina ou dá uma trégua.
  • Você não lembra a última vez que se sentiu realmente relaxada.
  • O sono piorou: demora pra dormir, acorda de madrugada com a cabeça a mil, ou acorda já cansada.
  • O corpo reclama: dor de cabeça frequente, mandíbula travada, ombro duro, estômago que vive embrulhado.
  • Você anda irritada com coisas pequenas e depois se sente culpada por isso.
  • Coisas que antes eram simples agora parecem enormes.
  • Você tem usado comida, álcool, celular ou trabalho como anestesia pra não sentir.

Um sinal sozinho não quer dizer muito. Vários juntos, persistindo por semanas, merecem cuidado. Se quiser olhar pra isso com mais calma, eu montei um teste de estresse online e gratuito com perguntas pensadas pra te ajudar a perceber como você anda. É um jeito de se escutar com um pouco mais de atenção.

O estresse também fala sobre a sua vida

O estresse não é só um defeito a ser consertado. Ele muitas vezes está apontando pra algo. Um limite que vem sendo atravessado. Uma necessidade que ficou sem espaço. Um lugar da sua vida que não está te cabendo mais.

Por isso, mais do que "técnicas pra controlar o estresse", eu gosto de perguntar: o que ele está tentando te dizer? O que você vem segurando sozinha?

Na abordagem com que eu trabalho, a centrada na pessoa, a ideia não é eu te dar uma lista de regras. É a gente criar um espaço seguro onde você possa se ouvir, entender o que está acontecendo e encontrar o seu jeito de cuidar disso.

Quando procurar ajuda

Vale buscar uma psicóloga quando o estresse está atrapalhando seu sono, seu trabalho, suas relações ou sua saúde, e quando você sente que já tentou dar conta sozinha e não está dando.

Se além do estresse aparecerem sintomas físicos persistentes, vale também conversar com um médico, pra olhar a parte do corpo com o cuidado que ela merece.

E se em algum momento a tensão virar desespero, vontade de sumir ou pensamentos de se machucar, não espere. O CVV atende 24 horas, de graça e em sigilo, pelo telefone 188 ou em cvv.org.br.


Sentir estresse não é sinal de fraqueza. É sinal de que você está carregando algo. E você não precisa carregar tudo sozinha.

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Fernanda Pessoa Ferro · Psicóloga Clínica · CRP 01/30999

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Fernanda Pessoa Ferro - Psicóloga Clínica

Fernanda, em Brasília

Fernanda Pessoa Ferro

Psicóloga Clínica · CRP 01/30999


Oi, eu me chamo Fernanda, sou psicóloga clínica. Pra mim o cuidado começa pela escuta. Cada pessoa chega à terapia com uma história que é só dela, e o que eu ofereço é um espaço seguro, onde você pode falar de você sem medo de ser julgada.

Fora da formação, sou apaixonada por cinema, e isso acaba entrando no meu jeito de olhar. A fotografia veio daí: hoje faz parte da minha vida como hobby e, de vez em quando, como segundo trabalho. Também carrego o sonho de morar num lugar tranquilo, com mata em volta e muitos animais por perto: bicho é outra coisa que me encanta no mundo.

Trabalho de um jeito congruente e empático, respeitando o tempo que cada processo pede. Não uso respostas prontas nem fórmulas: o caminho a gente constrói junto, a partir do que você viveu.

Se sentir que este espaço faz sentido pra você, podemos conversar com calma.

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