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Psicóloga Fernanda Pessoa Ferro
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Burnout maternoTema: Burnout materno28 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

Burnout materno: quando procurar ajuda psicológica

Burnout materno e psicólogo: os sinais de que é hora de procurar ajuda, como a terapia online pode acolher esse cansaço e quando ligar para o CVV 188.


Vale procurar ajuda psicológica pro burnout materno quando o cansaço já não melhora com descanso, quando você percebe que está distante emocionalmente dos seus filhos, quando a irritação virou o seu estado normal ou quando aparece vontade de sumir. Não precisa esperar chegar no limite.

Pra muitas mães, pedir ajuda parece mais uma coisa na lista. Ou parece exagero. Não é.

O que é o burnout materno, em poucas palavras

O burnout materno (chamado nas pesquisas de burnout parental) é um esgotamento ligado ao papel de mãe. As pesquisadoras Isabelle Roskam e Moïra Mikolajczak, da Universidade Católica de Louvain, que estudam o tema, descrevem quatro sinais principais:

  • Exaustão intensa ligada à maternidade, física e emocional.
  • Distanciamento emocional dos filhos: você cuida, mas no automático, sem conseguir se conectar.
  • Perda do prazer em ser mãe, como se aquilo tivesse perdido o sentido.
  • Contraste com quem você era: a sensação de não se reconhecer mais como mãe.

Ele não é um diagnóstico da CID, como a depressão. É um quadro descrito e estudado pela psicologia, que pode vir sozinho ou junto com outras coisas, como ansiedade ou depressão. Por isso vale uma avaliação cuidadosa.

Sinais de alerta: quando procurar ajuda para o burnout materno

Cansaço faz parte da maternidade. Mas tem sinais que mostram que você foi além do cansaço comum. Vale procurar um psicólogo se:

  • O descanso não recupera. Você dorme, tira um fim de semana, e volta tão exausta quanto antes.
  • Você se sente distante dos seus filhos. Faz tudo que precisa, mas sente pouco. Às vezes nem quer ficar perto.
  • A irritação virou regra. Você explode por coisas pequenas e depois fica mal com isso.
  • A culpa é constante. Você sente que está falhando o tempo inteiro, e que qualquer outra mãe faria melhor.
  • Você tem vontade de sumir. Pegar o carro e ir embora, dormir por dias, não ser responsável por ninguém.
  • Você tem medo de perder o controle com as crianças, ou já sentiu que chegou perto.
  • O corpo está reclamando: dor de cabeça, tensão, problema de sono, adoecer com frequência.
  • Você se isolou. Parou de falar com as amigas, não tem vontade de nada que não seja obrigação.

A vontade de sumir e o distanciamento dos filhos merecem atenção especial. As pesquisas do grupo de Louvain encontraram relação entre burnout parental e pensamentos de fuga e, em quadros mais intensos, com mais risco de negligência ou de reações duras com os filhos. Muitas mães sentem essas coisas e acham que são monstros. Não são. São sinais de uma pessoa que passou do limite e precisa de cuidado.

Se você quer um ponto de partida pra entender onde está, o teste de burnout materno pode ajudar a organizar o que você sente. Ele não substitui uma avaliação, mas pode te dar mais clareza pra dar o próximo passo.

Quando a ajuda precisa ser imediata

Se em algum momento vierem pensamentos de se machucar, de que seria melhor não estar aqui, ou de que sua família ficaria melhor sem você, por favor, não espere. O CVV atende 24 horas, de graça e em sigilo, pelo telefone 188 ou pelo chat em cvv.org.br. Se sentir que corre risco agora, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

Isso também vale se você sentir que pode machucar seus filhos.

Burnout materno e depressão: por que uma avaliação importa

Burnout materno e depressão têm sintomas parecidos, como cansaço, falta de prazer e tristeza, mas não são a mesma coisa. Uma diferença que costuma aparecer é que o burnout materno fica muito concentrado na maternidade, enquanto a depressão tende a pegar a vida toda. Só que, na prática, os dois podem andar juntos.

Por isso, se você sente que a tristeza tomou conta de tudo, que nada mais tem graça (nem fora da maternidade), ou se está no primeiro ano depois do parto, vale conversar também com um médico, clínico ou psiquiatra. Às vezes o cuidado mais adequado envolve psicoterapia e acompanhamento médico juntos.

Como funciona o tratamento com psicólogo

Não existe remédio pro burnout materno em si, e nenhum profissional sério vai te prometer resultado em tantas sessões. O que a psicoterapia oferece é um espaço pra entender o que te levou até aqui e construir, com você, caminhos possíveis.

Na minha forma de trabalhar, que é a abordagem centrada na pessoa, eu não chego com um plano pronto sobre como você deveria ser mãe. A gente parte de você: do que você sente, do que você quer, da sua história. Algumas coisas que costumam aparecer nesse processo:

  • Olhar pra culpa e pras expectativas duras sobre o que é ser "uma boa mãe".
  • Entender o peso da carga mental materna e o que dá pra dividir.
  • Reconhecer seus próprios limites e necessidades sem se sentir egoísta.
  • Reencontrar partes suas que ficaram esquecidas depois que os filhos chegaram.
  • Pensar em apoios concretos: parceiro, família, rede, escola.

É um processo, no seu ritmo. Não tem pressa e não tem cobrança.

Terapia online para mães: como funciona

Pra muita mãe, a maior barreira não é querer, é conseguir encaixar. A terapia online ajuda bastante nisso. A sessão acontece por videochamada, de onde você estiver: do carro estacionado, do quarto com a porta fechada, do intervalo do almoço.

Algumas coisas práticas:

  • A sessão dura em média 50 minutos, com frequência combinada entre nós, geralmente semanal.
  • Vale escolher um lugar onde você tenha um pouco de privacidade e possa falar à vontade.
  • O sigilo é o mesmo do atendimento presencial, garantido pelo Código de Ética do Psicólogo.
  • Você não precisa chegar sabendo o que falar. A gente descobre junto.

Eu atendo só mulheres, online, e muitas das que chegam até mim são mães que sentiam que não tinham direito de parar.

Pedir ajuda não é fracasso

Procurar um psicólogo não quer dizer que você é uma mãe ruim ou fraca. Quer dizer que você está levando a sério o que está sentindo. E isso é cuidado, com você e com quem depende de você.


Você não precisa estar no fundo do poço pra merecer ajuda. Se está pesado, já é motivo suficiente.

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Fernanda Pessoa Ferro · Psicóloga Clínica · CRP 01/30999

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Fernanda Pessoa Ferro - Psicóloga Clínica

Fernanda, em Brasília

Fernanda Pessoa Ferro

Psicóloga Clínica · CRP 01/30999


Oi, eu me chamo Fernanda, sou psicóloga clínica. Pra mim o cuidado começa pela escuta. Cada pessoa chega à terapia com uma história que é só dela, e o que eu ofereço é um espaço seguro, onde você pode falar de você sem medo de ser julgada.

Fora da formação, sou apaixonada por cinema, e isso acaba entrando no meu jeito de olhar. A fotografia veio daí: hoje faz parte da minha vida como hobby e, de vez em quando, como segundo trabalho. Também carrego o sonho de morar num lugar tranquilo, com mata em volta e muitos animais por perto: bicho é outra coisa que me encanta no mundo.

Trabalho de um jeito congruente e empático, respeitando o tempo que cada processo pede. Não uso respostas prontas nem fórmulas: o caminho a gente constrói junto, a partir do que você viveu.

Se sentir que este espaço faz sentido pra você, podemos conversar com calma.

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