Como os testes daqui funcionam, e o que eles não são.
Um teste de dez perguntas não conhece você. Ele só te empresta palavras pra você contar o que está sentindo.
Por Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga (CRP 01/30999) · atualizado em julho de 2026
O que é o teste emocional deste site?
É um instrumento de triagem emocional: dez perguntas sobre o que você anda sentindo, com um resultado que organiza isso em palavras. Foi desenvolvido pela psicóloga Fernanda Pessoa Ferro para brasileiros, inclusive os que moram fora do Brasil. Serve como ponto de partida de uma conversa. Nenhuma parte dele substitui avaliação psicológica.
O que dá pra ver em dez perguntas.
Cada teste tem de dez a algumas dezenas de perguntas sobre um recorte só, como ansiedade, ciúme ou o lado emocional da menopausa. Você escolhe entre opções que descrevem situações do dia a dia, e cada escolha vale uma pontuação. A soma coloca o seu resultado numa faixa de intensidade, e o texto que você recebe é escrito pra essa faixa.
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O quanto o assunto do teste anda pesando na sua vida agora
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Que tipo de situação aparece com mais força quando você responde
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Uma faixa de intensidade, calculada pela soma das suas respostas
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Um vocabulário pra nomear o que estava solto e sem nome
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O retrato do dia em que você respondeu, que pode ser outro daqui duas semanas
O que fica fora do alcance de dez perguntas.
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Se você tem ou não algum transtorno
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A causa do que você sente
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O peso que a sua história tem em cada resposta
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O que fazer a seguir na sua vida
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Qualquer coisa que dependa de escuta clínica, que só acontece dentro de uma sessão
Por que nenhum teste daqui dá diagnóstico.
Diagnóstico psicológico depende de avaliação individual, feita por profissional habilitado, com escuta e acompanhamento ao longo do tempo. Isso não cabe em formulário, e o Código de Ética do Psicólogo é claro sobre esse limite. Por isso nenhuma tela deste site vai te dizer que você tem alguma coisa.
Parte dos testes daqui usa escalas científicas validadas, as mesmas usadas em pesquisa e em consultório para rastrear sinais: o PHQ-9 (depressão), o GAD-7 (ansiedade generalizada), a EPDS (depressão pós-parto), a PCL-5 (estresse pós-traumático), a ASRS (TDAH em adultos), a Escala de Rosenberg (autoestima), o CBI (burnout) e a DASS-21 (estresse), sempre nas versões brasileiras publicadas. Os outros têm perguntas que eu escrevi a partir do que escuto em consultório e do que a pesquisa descreve sobre cada tema. Em todos, a função é te ajudar a nomear o que você sente antes de uma primeira conversa. Se algum dia você encontrar um questionário na internet prometendo diagnóstico em dez perguntas, desconfie.
Ficar em uma faixa alta em qualquer um dos testes diz que a semana anda pesada. Uma faixa baixa também não fecha assunto. Nos dois casos, quem lê o que aquilo significa na sua vida é você, e depois a gente conversa.
O resultado começa a conversa no meio.
Quando alguém marca uma sessão depois de responder, eu chego tendo lido o mesmo resultado que foi pro seu e-mail. Já sei qual recorte você escolheu, em que faixa você ficou e o que você marcou com mais força. Na prática, o primeiro encontro não precisa ser gasto em apresentação: você começa falando do que te trouxe, e sobra tempo de sessão pra isso.
Na sessão, o resultado vira material de conversa como qualquer outra coisa que você traz. Ele pode ser confirmado ou corrigido nos primeiros dez minutos. Quem manda no assunto é você.
Fazer o teste não é requisito pra marcar nada. Ele existe pra encurtar o caminho de se explicar, pra quem quiser esse atalho. Ver os 48 testes.
O que acontece com o que você responde.
No fim das perguntas o teste pede seu primeiro nome, um e-mail e um WhatsApp, porque o resultado completo vai por e-mail e eu preciso de um jeito de te responder. Suas respostas ficam guardadas junto desse contato, em banco de dados, com acesso restrito a mim.
O que você respondeu no teste não forma prontuário e não vale como avaliação psicológica. Se você virar paciente, o que for dito em sessão passa a ser regido pelo sigilo profissional do Código de Ética do Psicólogo, num registro separado disso aqui. E você pode pedir a exclusão de tudo por e-mail, quando quiser, sem precisar justificar.
Os detalhes de prazo de guarda e dos seus direitos estão na política de privacidade.
Nenhum teste daqui te coloca numa fase.
Quem mora fora do Brasil costuma ouvir falar de estágios de adaptação. Gullahorn & Gullahorn (1963) descreveram esse percurso como uma curva em U, com um começo em que tudo é novidade e uma queda quando o cotidiano aparece, e uma curva em W pra quem depois volta pro país de origem. Muita gente se reconhece nesse desenho e acha útil ter um mapa.
Serve como mapa narrativo. Não serve como previsão: ninguém atravessa essas fases na mesma ordem nem no mesmo prazo, e tem muita gente que não reconhece nada disso na própria experiência. Nenhum resultado deste site vai te informar em que fase você está.
Existe um modelo mais sério que o das fases, e ele também não vira resultado aqui. Berry (1997) descreve quatro posições de quem vive entre duas culturas, cruzando o quanto a pessoa mantém da cultura de origem com o quanto participa da nova. As faixas do teste sobre morar fora não são essas quatro posições: elas descrevem o quanto está apertando agora, e o modelo do Berry descreve outra coisa, que é como a sua vida está montada entre as duas culturas. Duas pessoas na mesma faixa do teste podem estar em posições opostas nesse modelo.
Se o modelo te interessa mais que o teste, ele está explicado com as fontes em psicologia intercultural. O que a pesquisa diz sobre a língua materna na terapia fica em outra página, com as fontes listadas.
Perguntas frequentes
- O teste dá algum diagnóstico?
- Não, e nenhum questionário dá. Diagnóstico depende de avaliação individual feita por profissional habilitado, com escuta, entrevista e tempo. O que o teste entrega é uma leitura do que você marcou hoje, em palavras que dão pra levar pra uma conversa.
- Esses testes são validados cientificamente?
- Oito deles usam escalas científicas publicadas e validadas: PHQ-9 (depressão), GAD-7 (ansiedade generalizada), EPDS (depressão pós-parto, versão brasileira de Santos et al., 2007), PCL-5 (estresse pós-traumático, versão brasileira de Osório et al., 2017), ASRS-v1.1 (TDAH em adultos, adaptação brasileira de Mattos et al., 2006), Escala de Autoestima de Rosenberg (adaptação de Hutz e Zanon), CBI (burnout, versão brasileira de Rocha et al., 2020) e a subescala de estresse da DASS-21 (versão brasileira de Vignola e Tucci, 2014). Os demais têm perguntas que eu escrevi a partir da clínica e do que a pesquisa descreve sobre cada tema. Validada ou não, uma escala de rastreio mostra sinais e intensidade: ela orienta a conversa, e o diagnóstico continua dependendo de avaliação profissional.
- Preciso fazer o teste antes de marcar uma sessão?
- Não. Você pode marcar direto, sem responder nada. O teste existe pra quem quer chegar na primeira conversa já com o assunto nomeado.
- Se eu responder de novo em outro dia, o resultado muda?
- Pode mudar, e isso não é falha do teste. Ele mede a intensidade do que está te pegando no dia em que você responde. Duas semanas depois, com outra semana no corpo, a leitura pode ser outra.
- Quem vê as minhas respostas?
- Só eu. As respostas ficam guardadas junto do contato que você deixou, com acesso restrito a mim, e você pode pedir a exclusão de tudo por e-mail a qualquer momento.
- Os testes servem pra quem mora fora do Brasil?
- Servem. Foram escritos para brasileiros, inclusive os que moram em outro país, e várias das situações descritas nas perguntas aparecem justamente na vida de quem foi morar longe.
Se a sua dúvida é sobre a terapia em si, e não sobre os testes, tem uma página só de perguntas frequentes sobre terapia. E se você mora em outro país, o hub de atendimento por país mostra como fica o fuso e o pagamento de onde você está. O formato completo está em terapia online para brasileiros no exterior.
Oi, eu sou a Fernanda.
Fernanda Pessoa Ferro · Psicóloga Clínica · CRP 01/30999
Atendo em português, online e em Brasília. Trabalho com psicoterapia e avaliação neuropsicológica.
Minha prática segue a Abordagem Centrada na Pessoa. Fora do consultório, o cinema, a fotografia, a natureza e os animais fazem parte de quem eu sou.

O que te trouxe até aqui?
Às vezes é difícil dar nome. Escolha um assunto e comece por um questionário de autoconhecimento.
Explorar todos os testes- AnsiedadeA mente não para
- Cansaço emocionalTudo pesa um pouco
- RelacionamentosEu e as minhas relações
- Morar foraEntre aqui e lá
Sem custo. Os resultados convidam à reflexão e não são um diagnóstico.
Prefere falar direto comigo?
O teste é um atalho pra quem quiser. Se você já sabe o que quer contar, dá pra começar pela conversa.
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