Não sinto amor pelo meu bebê. Sou um monstro?

Responsável técnica: Fernanda Pessoa Ferro, psicóloga clínica (CRP 01/30999) · Atualizado em 24 de julho de 2026

Não sentir aquele amor imediato e arrebatador pelo bebê não faz de você um monstro nem uma mãe ruim. O vínculo muitas vezes se constrói aos poucos. E quando ele não vem, pode haver exaustão, depressão pós-parto ou sobrecarga pedindo cuidado. Isso se acolhe, não se julga.

Disponível 24h

Se você está passando por sofrimento intenso, pensamentos de se machucar ou em situação de crise, busque ajuda imediata pelo CVV: ligue 188 ou acesse cvv.org.br.


Quando quiser começar um acompanhamento, eu estou aqui. Conversar com a Fernanda.

Se você olha pro seu bebê e não sente o amor que todo mundo dizia que viria, e agora se pergunta se tem algo de muito errado com você, respira. Isso que você está sentindo tem explicação, e não faz de você um monstro.

O amor nem sempre vem num estalo

A ideia de que toda mãe é tomada por um amor avassalador no primeiro segundo é um mito que machuca muita gente. Pra uma parte grande das mulheres, o vínculo com o bebê se constrói aos poucos: no cansaço, na troca de fralda, nas noites sem dormir. Não sentir o amor esperado, principalmente no meio da exaustão do pós-parto, é muito mais comum do que se fala em voz alta.

Quando é hora de buscar ajuda

Às vezes, a ausência desse sentimento vem junto com uma tristeza profunda, vontade de chorar o tempo todo, culpa que não passa, ou pensamentos de se machucar ou de machucar o bebê. Se for esse o caso, isso precisa de avaliação agora, com um profissional de saúde. Não porque você é perigosa, mas porque você está sobrecarregada além do que qualquer pessoa deveria carregar sozinha. Use um dos contatos abaixo ou procure atendimento hoje.

Falar sobre isso não te torna menos mãe. Torna você alguém que está buscando cuidar de você e do seu bebê.

Quando buscar ajuda profissional

Só um profissional pode avaliar o que você sente e o que faz sentido pro seu momento. Este texto é um ponto de partida pra pensar, não uma avaliação nem um diagnóstico. Se o que você sente insiste, se atrapalha sua rotina, ou se você só quer ter com quem conversar sobre isso, marcar uma conversa com uma psicóloga é um caminho possível.

Perguntas frequentes

Isso quer dizer que eu tenho depressão pós-parto?
Pode ser um sinal, mas não é um diagnóstico. Só um profissional (médico ou psicólogo) pode avaliar. O importante agora é não carregar isso em silêncio. Falar costuma aliviar e abre caminho pro cuidado certo.
O amor vai chegar?
Pra muitas mães, o vínculo se constrói no dia a dia, no cuidado repetido, e não num estalo. Ter apoio e cuidar de você aumenta muito a chance desse laço encontrar espaço pra crescer.

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Fernanda Pessoa Ferro · Psicóloga Clínica · CRP 01/30999 · Abordagem Centrada na Pessoa

Este conteúdo é psicoeducativo e não substitui atendimento psicológico.